A International Airlines Group (IAG), proprietária da British Airways, Iberia e Aer Lingus, afirmou estar confiante de que não enfrentará ruturas no fornecimento de combustível de aviação durante o verão, apesar das tensões provocadas pelo conflito entre os Estados Unidos e o Irão.

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Segundo a empresa, a robustez da sua cadeia de abastecimento e os níveis de inventário atuais colocam o grupo numa posição favorável para enfrentar eventuais perturbações no setor. A IAG sublinha ainda que, até ao momento, não prevê problemas de disponibilidade nos seus principais mercados, beneficiando também da sua estratégia de autoabastecimento de combustível nos seus hubs.
No entanto, o grupo alerta que a continuidade das restrições ao fluxo de petróleo bruto e produtos refinados a partir do Médio Oriente poderá levar a constrangimentos globais no fornecimento de jet fuel. A situação é agravada pelo encerramento parcial do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de energia, responsável pelo trânsito de cerca de um quinto do petróleo e gás natural global.
Custos aumentam 1,7 mil milhões de libras e impacto nas tarifas aéreas
Apesar da confiança na gestão operacional, a IAG reviu em alta os seus custos anuais de combustível, estimando agora uma fatura total de cerca de 9 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 2 mil milhões de euros face às previsões anteriores.
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Este agravamento deve-se sobretudo à subida dos preços do combustível de aviação, uma vez que a empresa se encontra coberta em cerca de 70% para o restante de 2026 através de operações de cobertura de risco. Ainda assim, a IAG prevê recuperar cerca de 60% do aumento de custos através de medidas de gestão de receitas e redução de despesas.
O grupo já tinha sinalizado anteriormente que os preços dos bilhetes poderiam subir para compensar a pressão adicional nos custos operacionais. Paralelamente, reduziu as expectativas de lucro para o ano e ajustou em baixa o crescimento da capacidade para valores inferiores aos 3% inicialmente previstos.
Impacto no setor e resposta das companhias aéreas
O setor da aviação enfrenta atualmente uma forte pressão, com cerca de 13 mil voos já cancelados devido à crise energética e às perturbações nas cadeias de abastecimento. Para preservar reservas de combustível, o Governo britânico autorizou medidas excecionais, incluindo o cancelamento antecipado de voos e a redistribuição de passageiros por outras companhias aéreas.
Apesar do cenário desafiante, a IAG reportou um primeiro trimestre positivo, com um aumento de 1,9% nas receitas e uma subida de 77,3% nos lucros, atingindo 351 milhões de euros. O CEO do grupo, Luis Gallego, destacou a resiliência do modelo de negócio e a capacidade de adaptação da empresa face à volatilidade dos mercados.
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A empresa mantém ainda o compromisso de devolver cerca de 1 mil milhões de euros em excedente de capital aos acionistas, mesmo perante a pressão inflacionista nos custos energéticos. Contudo, as ações da IAG registaram uma queda de 4,5% na abertura dos mercados, refletindo a preocupação dos investidores com o impacto prolongado da crise no setor aéreo global.

