Greve da Função Pública em Portugal: 75% de Adesão na Educação

Imagem mostram folhas presas em grade de escola com aviso de aulas encerradas. Greve da Função Pública em Portugal: 75% de Adesão na Educação
Greve da Função Pública em Portugal: 75% de Adesão na Educação © Mário Vasa

A greve dos trabalhadores da função pública em Portugal continua a demonstrar uma adesão significativa, com especial destaque para o setor da educação. Esta sexta-feira, 12 de dezembro, o segundo dia de paralisação já regista números elevados de participação, conforme indicado por fontes sindicais.

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Adesão Alta na Educação e Cantinas Universitárias

De acordo com Jaime Santos, presidente do Sindicato Independente dos Trabalhadores dos Organismos Públicos e Apoio Social (SITOPAS), às 9 horas da manhã desta sexta-feira, a adesão à greve na área da educação alcançava os 75%, com muitas escolas a registar fecho. A greve afetou especialmente as aulas e a presença de pessoal administrativo nas instituições de ensino.

No setor das cantinas universitárias, a adesão é ainda mais notável, com 90% das cantinas das universidades e politécnicos a permanecerem fechadas, impactando diretamente alunos e professores. A greve também afeta outros serviços de apoio nas universidades e politécnicos, resultando em um significativo número de paralisações.

Greve Contra o Pacote Laboral do Governo

A paralisação foi convocada pelo SITOPAS em resposta às propostas contidas no pacote laboral do Governo, que os sindicatos consideram um “desrespeito para com os trabalhadores”. A greve começou na quinta-feira e irá prolongar-se até esta sexta-feira, com a expectativa de que o número de adesões continue elevado ao longo do dia.

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Além dos setores da educação e das cantinas, outros serviços públicos também têm registado perturbações, como é o caso da área da saúde, cujos dados de adesão ainda não foram concretizados. Nos serviços municipalizados, a greve tem impacto na recolha do lixo, que foi suspensa desde a última segunda-feira, indicam fontes do sindicato.

A greve da função pública em Portugal reflete um descontentamento generalizado com as políticas laborais do Governo, que os trabalhadores consideram prejudiciais aos seus direitos e condições de trabalho.

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