Foto do príncipe Andrew surge em novos ficheiros Epstein

Uma fotografia do príncipe Andrew deitado sobre os joelhos de cinco mulheres foi divulgada na mais recente vaga de documentos tornados públicos no âmbito do caso Jeffrey Epstein, reacendendo a controvérsia em torno da relação do membro da família real britânica com o financista condenado por crimes sexuais.

Uma fotografia do príncipe Andrew deitado sobre os joelhos de cinco mulheres
Foto do príncipe Andrew surge em novos ficheiros Epstein © US Department of Justice/PA

A imagem, cuja data não é conhecida, mostra ainda Ghislaine Maxwell, antiga companheira de Epstein, a sorrir ao fundo. Os rostos das mulheres foram ocultados com quadrados negros e a fotografia parece ter sido tirada em frente a uma lareira de grandes dimensões.

Nova vaga de documentos aumenta escrutínio sobre o príncipe Andrew

A divulgação desta imagem ocorre no contexto da publicação de milhares de documentos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, relacionados com a investigação a Epstein. O material inclui fotografias, registos judiciais e imagens de arquivo, muitos deles com fortes redações e sem contexto temporal claro.

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O príncipe Andrew afastou-se das funções públicas em 2019, após uma entrevista polémica à BBC, na qual abordou a sua ligação a Epstein. Desde então, tem negado de forma veemente qualquer envolvimento em atividades ilegais. Ainda assim, o escrutínio intensificou-se recentemente com a publicação das memórias póstumas de Virginia Giuffre e com a divulgação de novos documentos do espólio de Epstein.

Na sequência destes desenvolvimentos, o rei Carlos III retirou oficialmente ao irmão o tratamento de Sua Alteza Real (HRH) e o título de príncipe. Políticos norte-americanos criticaram também o facto de Andrew não ter respondido, dentro do prazo, a um pedido para prestar declarações no âmbito da investigação.

Figuras públicas surgem em milhares de imagens divulgadas

Entre os milhares de ficheiros tornados públicos surgem nomes de várias figuras conhecidas a nível internacional, incluindo Bill Clinton, Donald Trump, Michael Jackson, Mick Jagger, Kevin Spacey e Lord Mandelson. As imagens mostram encontros sociais, eventos e momentos informais, mas nenhuma das fotografias constitui prova de crime, segundo as autoridades.

Algumas das imagens mostram Epstein a participar em festas privadas, enquanto outras incluem visitas a locais institucionais, como as War Rooms de Winston Churchill, em Londres. Fotografias de Sarah Ferguson, ex-mulher do príncipe Andrew, também constam dos documentos, acompanhada por mulheres não identificadas.

Apesar da divulgação em massa, muitos dos ficheiros permanecem parcialmente censurados, o que tem gerado críticas por parte de legisladores norte-americanos e advogados que representam vítimas de Epstein.

Publicação obrigatória por lei e críticas políticas

A libertação dos documentos resulta da entrada em vigor da Epstein Files Transparency Act, que obriga o Departamento de Justiça dos EUA a tornar públicos todos os ficheiros relacionados com a investigação. O vice-procurador-geral, Todd Blanche, afirmou que centenas de milhares de documentos adicionais deverão ser divulgados nas próximas semanas, tendo em conta a necessidade de proteger as vítimas.

Jeffrey Epstein e Michael Jackson
Publicação obrigatória por lei e críticas políticas © US Justice Department/Reuters

Jeffrey Epstein foi encontrado morto em agosto de 2019 numa prisão federal em Nova Iorque, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. A sua morte foi considerada suicídio.

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Entretanto, continuam as críticas políticas à forma como a divulgação está a ser conduzida, com representantes do Partido Democrata a acusarem a administração norte-americana de proteger figuras influentes, enquanto os representantes de alguns dos visados rejeitam qualquer envolvimento ilícito.

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