O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), negou esta quinta-feira (21) ter solicitado qualquer agenda com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Questionado por jornalistas sobre uma eventual reunião durante a sua viagem prevista para a próxima segunda-feira, o parlamentar respondeu de forma irónica e procurou desdramatizar a situação.

“Não pedi agenda nenhuma. Liga para a White House”, afirmou. Flávio repetiu a expressão em inglês momentos depois, mantendo o tom descontraído perante as insistências dos jornalistas. Durante a interação, ainda fez uma provocação política ao comentar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não compreenderia o que tinha acabado de dizer, numa referência à dependência de tradutores em encontros internacionais.
Apesar das negativas sucessivas, a conferência de imprensa foi rapidamente encerrada pelos seguranças do senador, que reforçaram o respeito do parlamentar pela imprensa.
Viagem aos Estados Unidos e contexto político da polémica
A possível deslocação de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos ganhou destaque após notícias divulgadas por órgãos como a rádio CBN e o jornal O Globo, que indicaram a existência de planos para um encontro com Donald Trump na próxima semana. Esta seria a quarta viagem do senador ao país desde que assumiu a condição de pré-candidato.
A Casa Branca, no entanto, não confirmou qualquer reunião entre as partes. Segundo informações avançadas pelos meios de comunicação, citando fontes próximas do senador, a deslocação teria como objetivo reforçar uma “agenda positiva” num momento de pressão política.
A controvérsia surge num contexto de desgaste associado à relação de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, detido no âmbito da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, que investiga alegadas fraudes no Banco Master. No plano político, o deputado Cabo Gilberto (PL-PB) afirmou ao O Globo que um eventual apoio de Donald Trump seria considerado “essencial” para o projeto político do senador.

