O FBI recebeu, em Agosto de 2020, uma denúncia anónima que alegava a existência de gravações secretas relacionadas com crimes de pedofilia supostamente organizados por Jeffrey Epstein para o príncipe Andrew, segundo documentos agora divulgados no âmbito dos chamados Epstein Files, nos Estados Unidos.

De acordo com os registos tornados públicos, a informação foi enviada a partir de um endereço IP localizado na Finlândia e fazia referência a alegadas provas escondidas numa residência de Epstein nas Bahamas. A nota integra um conjunto de ficheiros oficiais recentemente divulgados pelo Departamento de Justiça norte-americano.
PUBLICIDADE
Carro apreendido por falta de seguro? Cotação de seguro para veículos apreendidos pela polícia no Reino Unido por falta de seguro ou de documentação.
Alegadas provas estariam escondidas em residência nas Bahamas
O documento, identificado como “Federal Bureau of Investigation Official Record”, afirma que existiriam “fitas guardadas num compartimento secreto” de uma gaveta, localizada junto a uma imagem de uma jarra de flores atribuída a Michelangelo, numa das casas de Epstein nas Bahamas. A denúncia menciona ainda a existência de chaves guardadas numa sala de estar e de outros objectos na cozinha.
O autor da denúncia refere igualmente a alegada existência de outros imóveis associados a Epstein, incluindo um estúdio nas Bahamas e propriedades no Brasil, nomeadamente em Ipanema e Florianópolis. Segundo o informante, os crimes envolvendo Epstein e o príncipe Andrew teriam ocorrido ao longo de cerca de 15 anos.
Não é conhecido se o FBI investigou esta denúncia específica ou se encontrou qualquer fundamento que sustentasse as alegações descritas no documento.
Príncipe Andrew nega qualquer envolvimento ilícito
Andrew Mountbatten-Windsor, conhecido como príncipe Andrew, sempre negou de forma veemente qualquer envolvimento em actividades ilegais relacionadas com Jeffrey Epstein. Até ao momento, não existe confirmação pública de que as alegações constantes da denúncia tenham sido comprovadas ou tenham dado origem a acusações formais.
As autoridades norte-americanas não divulgaram detalhes adicionais sobre eventuais diligências relacionadas com esta informação concreta.
Novos documentos incluem emails e imagens do círculo de Epstein
Nos últimos dias, centenas de milhares de documentos relacionados com o caso Jeffrey Epstein foram divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Entre os ficheiros encontra-se um email atribuído a um remetente identificado como“Balmoral” e assinado como “A xxx”, no qual é feita uma referência ambígua a Ghislaine Maxwell, antiga companheira de Epstein, condenada por tráfico sexual.

A mensagem, datada de Agosto de 2001, menciona uma estadia em Balmoral e faz perguntas sobre possíveis encontros sociais. A cadeia Sky News avançou que acredita que a letra “A” se refira ao príncipe Andrew, embora o contexto da troca de mensagens não seja claro e não exista qualquer indicação directa de comportamento criminoso.
PUBLICIDADE
Conduz no Reino Unido? Compare preços de seguros de mais de 100 seguradoras em menos de 3 minutos no portal de comparação de seguros Icompare4u.
Entre os documentos divulgados consta ainda uma imagem não datada que mostra uma fotografia numa moldura partida, com Ghislaine Maxwell a sorrir ao fundo. As autoridades sublinham que muitos dos materiais agora tornados públicos carecem de contexto e não constituem, por si só, prova de ilícitos.
A divulgação contínua dos Epstein Files continua a gerar atenção internacional, ao mesmo tempo que levanta questões sobre o alcance das investigações realizadas e o conteúdo ainda por analisar nos arquivos do caso.

