Falta de reboques ameaça assistência nas autoestradas na Páscoa

Cerca de três mil veículos, em Portugal, poderão ficar sem assistência nas bermas das autoestradas, SCUTS e vias rápidas durante o período da Páscoa, devido à suspensão de serviços de longo curso por parte de empresas de pronto-socorro rodoviário. O alerta foi lançado pela Associação Nacional do Ramo Automóvel (ARAN), que aponta o aumento significativo do preço dos combustíveis como principal causa.

Cerca de três mil veículos poderão ficar sem assistência
Falta de reboques ameaça assistência nas autoestradas na Páscoa © Artur Machado/Arquivo

Em comunicado, a associação refere que várias empresas do setor informaram que, a partir de 2 de abril de 2026, Quinta-Feira Santa, deixarão de assegurar serviços fora das localidades, sobretudo aqueles que implicam maiores distâncias e consumo de combustível.

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Custos elevados colocam setor em risco

Segundo a ARAN, o preço do gasóleo registou uma subida superior a 40 cêntimos nas últimas semanas, agravando de forma expressiva os custos operacionais das empresas de assistência em estrada. Esta situação está a comprometer a sustentabilidade financeira do setor, considerado essencial para a segurança rodoviária e para o normal funcionamento da circulação.

As empresas responsáveis pelo reboque de veículos avariados ou acidentados enfrentam agora dificuldades em manter a atividade, especialmente nos serviços de maior alcance, que exigem maior consumo de combustível.

Impacto na circulação e segurança rodoviária

A eventual suspensão destes serviços poderá provocar perturbações significativas no tráfego rodoviário, sobretudo numa altura de maior movimento nas estradas, como é o período da Páscoa. A ARAN alerta para o risco de congestionamentos e situações de perigo, devido à permanência de veículos imobilizados nas vias rápidas.

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Além disso, a redução da capacidade operacional das empresas poderá resultar num aumento considerável dos tempos de resposta, agravando ainda mais os constrangimentos na assistência aos condutores.

Redução de frotas e trabalhadores no setor

Perante o aumento dos custos e a diminuição da rentabilidade, várias empresas admitem reduzir o número de veículos e de trabalhadores. Esta medida poderá ter consequências diretas na qualidade e rapidez dos serviços prestados, comprometendo a eficácia da resposta em situações de emergência.

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A ARAN sublinha a necessidade de encontrar soluções urgentes para evitar um cenário de colapso parcial da assistência rodoviária, numa fase crítica para a mobilidade em Portugal.

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