O F. C. Porto entrou em contacto formal com a Federação Portuguesa de Futebol e com a Liga Portugal, na sequência dos alegados insultos racistas atribuídos a Gianluca Prestianni contra Vinícius Júnior, ocorridos no encontro da Liga dos Campeões entre o Sport Lisboa e Benfica e o Real Madrid.

Os azuis e brancos enviaram uma missiva às entidades que tutelam o futebol nacional a defender uma política de tolerância zero perante comportamentos racistas ou discriminatórios. O clube solicita que seja tornada pública a posição das Sociedades Anónimas Desportivas (SAD) relativamente a este tipo de situações, reforçando a necessidade de uma resposta institucional clara.
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A administração portista entende que episódios desta natureza não podem ser relativizados e exigem uma tomada de posição inequívoca por parte das estruturas dirigentes do futebol português, sob pena de se fragilizar a credibilidade das competições.
Pedido de medidas preventivas e colaboração com a UEFA
Para além da condenação dos alegados factos, o F. C. Porto pretende conhecer as medidas concretas que estão a ser adotadas para evitar que situações semelhantes se repitam nos estádios portugueses. A SAD sublinha que o combate ao racismo deve assentar não apenas na punição, mas também na prevenção e na educação.
No mesmo documento, o clube solicitou à Liga Portugal que represente institucionalmente a posição conjunta das SAD contra o racismo, reforçando uma mensagem de unidade no futebol profissional. Já à Federação foi pedido que, no âmbito das suas competências, colabore com a UEFA na investigação em curso sobre o caso.
O organismo europeu encontra-se a analisar os acontecimentos registados no encontro da Liga dos Campeões, competição sob a sua jurisdição disciplinar, o que limita a margem de intervenção direta das estruturas nacionais.
Impacto mediático e imagem do futebol português
A SAD portista considera que casos com forte exposição mediática internacional têm repercussões diretas na perceção externa do futebol português. Na perspetiva do clube, a ausência de posicionamentos firmes pode contribuir para danos reputacionais e comprometer o esforço coletivo de valorização das competições nacionais.
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A Liga Portugal não deverá emitir um comunicado público, precisamente por se tratar de um jogo enquadrado nas competições da UEFA. Ainda assim, o organismo mantém-se atento ao desenrolar do processo.
Por sua vez, a Federação Portuguesa de Futebol já respondeu ao contacto efetuado pelo F. C. Porto, num processo que continua a suscitar debate em torno da responsabilidade institucional e das estratégias de combate ao racismo no desporto profissional.

