As autoridades britânicas estão a investigar alegações de comportamento impróprio envolvendo o ex-príncipe André durante o evento Royal Ascot, no Reino Unido. O caso junta-se a outras investigações em curso relacionadas com a ligação do antigo membro da família real ao financeiro norte-americano Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais.

Segundo informações divulgadas pela imprensa britânica, a alegada ocorrência remonta a 2002, durante uma edição das corridas de cavalos de Royal Ascot, evento que contou com a presença da rainha Isabel II e de outros membros seniores da família real britânica.
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Polícia britânica analisa alegações relacionadas com evento em Berkshire
A Polícia de Thames Valley confirmou que continua a seguir “todas as linhas razoáveis de investigação”, embora tenha recusado comentar detalhes específicos do processo devido à natureza sensível do caso.
As autoridades não esclareceram se a alegação relacionada com o comportamento do ex-príncipe André foi apresentada na altura dos factos ou apenas recentemente. Ainda assim, o caso está agora integrado num conjunto mais amplo de diligências conduzidas pela polícia britânica.
A força policial responsável pela região de Windsor e Ascot investiga atualmente possíveis crimes de má conduta em funções públicas relacionados com o antigo duque de Iorque. O ex-príncipe foi anteriormente detido sob suspeita de ter partilhado informação confidencial com Jeffrey Epstein durante o período em que exerceu funções como representante especial do Reino Unido para o comércio internacional.
Os investigadores admitem ainda alargar o inquérito a alegações de natureza sexual associadas ao antigo membro da família real britânica.
Ligações a Jeffrey Epstein continuam no centro da investigação
O nome do ex-príncipe André continua ligado ao caso Jeffrey Epstein, figura central de um dos maiores escândalos sexuais internacionais das últimas décadas. Uma mulher alegou recentemente ter sido enviada por Epstein ao Royal Lodge, residência associada ao antigo duque, para manter relações sexuais com ele em 2010.
Segundo o testemunho divulgado pelo advogado da alegada vítima, esta teria ainda visitado o Palácio de Buckingham após o encontro. A mulher encontrava-se na casa dos 20 anos na altura dos acontecimentos relatados.
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Andrew Mountbatten-Windsor tem negado qualquer irregularidade relacionada com as acusações e com a sua ligação a Epstein. Apesar disso, as autoridades continuam a analisar documentos e materiais apreendidos durante buscas realizadas no Royal Lodge, em Windsor, e numa propriedade situada na herdade de Sandringham.
A investigação inclui também um pedido formal de cooperação dirigido ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos, com o objetivo de obter versões originais dos chamados “ficheiros Epstein”, considerados relevantes para o inquérito britânico.
Investigação poderá prolongar-se devido à complexidade do processo
As autoridades britânicas admitem que a investigação poderá ser longa e complexa, sobretudo devido à necessidade de estabelecer enquadramentos jurídicos relacionados com as funções públicas desempenhadas pelo ex-príncipe durante o período em análise.
Andrew exerceu funções como representante especial do Reino Unido para o comércio e investimento internacional entre 2001 e 2011, cargo agora relevante para determinar eventuais responsabilidades legais associadas ao caso.
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A Polícia de Thames Valley apelou ainda à colaboração da população, incentivando qualquer pessoa com informações relevantes a contactar as autoridades através dos canais oficiais.
O caso continua a gerar forte atenção mediática no Reino Unido e no estrangeiro, numa altura em que a família real britânica procura distanciar-se das polémicas relacionadas com o antigo duque de Iorque.

