Um ex-polícia francês de 55 anos ficou em prisão preventiva em Portugal por suspeitas de agressão a uma criança e abandono de menores, num caso que envolve também a companheira, uma mulher francesa de 41 anos. O casal é acusado de ter abandonado duas crianças pequenas entre Alcácer do Sal e a Comporta, no distrito de Setúbal, num episódio que está a ser investigado pelas autoridades portuguesas.

A decisão judicial foi tomada após interrogatório no Tribunal de Setúbal, onde foram analisados os indícios recolhidos pelas autoridades relativamente aos crimes imputados aos dois suspeitos. O caso continua a gerar forte atenção devido à gravidade das suspeitas e às circunstâncias em que as crianças terão sido deixadas sozinhas.
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Casal ficou em prisão preventiva após interrogatório judicial em Setúbal
Marine Rousseau, de 41 anos, e Marc Ballabriga, de 55, foram presentes a tribunal após a detenção em território português. A mulher foi formalmente indiciada por dois crimes de exposição ou abandono agravados, enquanto o companheiro enfrenta suspeitas pelos mesmos crimes e ainda por um crime de ofensa à integridade física qualificada.
O interrogatório judicial começou na tarde de sexta-feira e prolongou-se até à madrugada de sábado. Segundo informações ligadas ao processo, apenas Marc Ballabriga terá optado por prestar declarações perante o juiz de instrução.
As autoridades tinham inicialmente apontado também suspeitas relacionadas com violência doméstica. No entanto, esse enquadramento jurídico não terá sido confirmado durante o interrogatório, tendo o processo seguido apenas com os crimes considerados sustentados pelos elementos recolhidos até ao momento.
A aplicação da medida de prisão preventiva foi justificada pelo risco associado à gravidade dos factos investigados e pela necessidade de assegurar o normal desenvolvimento da investigação criminal.
Investigação aponta agressões físicas contra uma das crianças
De acordo com os dados recolhidos pelas autoridades, o ex-polícia francês é suspeito de ter agredido uma das crianças antes do alegado abandono. As agressões terão consistido em puxões e apertos nos braços do menor, deixando marcas visíveis, embora sem necessidade de tratamento médico hospitalar.
Apesar de as lesões não terem sido classificadas como graves, os investigadores consideram que os indícios recolhidos justificam a acusação de ofensa à integridade física qualificada, sobretudo devido à idade da vítima e ao contexto em que os factos terão ocorrido.
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As autoridades portuguesas continuam a analisar os testemunhos, relatórios médicos e restantes provas recolhidas no âmbito do inquérito, procurando reconstruir todos os acontecimentos anteriores ao abandono das crianças.
O histórico profissional do suspeito enquanto antigo agente policial em França também está a ser tido em conta pelas autoridades, embora não tenham sido divulgadas informações adicionais sobre o seu percurso antes da detenção.
Crianças terão sido abandonadas entre Alcácer do Sal e a Comporta
Segundo a investigação, os dois menores, com quatro e cinco anos, terão sido deixados sozinhos numa zona isolada entre Alcácer do Sal e a Comporta. A situação levou à rápida mobilização das autoridades e ao resgate das crianças, consideradas em situação de vulnerabilidade.
Após serem encontradas, as crianças receberam assistência imediata e acompanhamento adequado por parte das entidades competentes. As autoridades continuam a avaliar o estado físico e emocional dos menores, no âmbito dos procedimentos de proteção aplicáveis.
A investigação procura agora determinar com maior precisão o percurso realizado pelo casal antes da detenção, bem como as circunstâncias exatas que levaram ao alegado abandono.
Cooperação entre autoridades portuguesas e francesas continua em curso
O caso envolve cooperação entre as autoridades portuguesas e francesas, dado que os suspeitos são cidadãos franceses e parte dos acontecimentos poderá ter ocorrido fora de Portugal. As diligências incluem troca de informações judiciais e análise do contexto familiar das crianças.
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As autoridades continuam a recolher provas e testemunhos relevantes para o processo, enquanto o Ministério Público acompanha a evolução do inquérito criminal. O objetivo é esclarecer integralmente os factos e apurar eventuais responsabilidades adicionais relacionadas com o caso.
O processo permanece em investigação, com os dois arguidos sujeitos à medida de prisão preventiva enquanto decorrem as diligências judiciais e policiais.

