Os Estados Unidos realizaram mais uma vaga de ataques aéreos contra o Irão, no sétimo dia do conflito no Médio Oriente, numa ofensiva descrita por responsáveis norte-americanos como a maior campanha de bombardeamentos até agora. As explosões voltaram a atingir várias zonas do país durante a noite, enquanto as tensões políticas e militares continuam a escalar.

Sirenes de ataque aéreo soaram na capital iraniana, Teerão, uma cidade com mais de nove milhões de habitantes. Durante a madrugada, foram registadas várias explosões e colunas de fumo e fogo nas proximidades do Aeroporto Internacional de Mehrabad.
PUBLICIDADE
Has your vehicle been impounded for no insurance? Get impounded car insurance fast.
Segundo estimativas divulgadas por autoridades e organizações locais, mais de 1.200 pessoas já morreram no Irão desde o início da guerra, que também começou a afectar países vizinhos, incluindo Estados do Golfo e o Líbano.
Operação militar dos EUA atinge milhares de alvos
De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos, as forças norte-americanas atingiram mais de 3.000 alvos durante a primeira semana da operação militar denominada “Operation Epic Fury”.
O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, afirmou que a campanha visa destruir infraestruturas críticas relacionadas com o programa de mísseis iraniano.
Segundo o responsável, os ataques estão direcionados principalmente contra lançadores de mísseis e fábricas responsáveis pela produção desse tipo de armamento. Bessent afirmou ainda que a campanha militar tem provocado danos significativos nas capacidades militares do Irão.
As autoridades norte-americanas garantem que a ofensiva continuará nos próximos dias e indicaram que o ritmo das operações não deverá diminuir.
Trump exige rendição total do Irão
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a adotar um tom duro em relação a Teerão, afirmando que não haverá qualquer acordo para terminar o conflito sem uma “rendição incondicional” do Irão.
Numa publicação nas redes sociais, Trump afirmou que apenas esse cenário poderá abrir caminho para uma solução política. O líder norte-americano voltou ainda a usar um slogan inspirado na sua campanha política, sugerindo a expressão “Make Iran Great Again” (MIGA), numa adaptação do conhecido lema “Make America Great Again”.
Presidente iraniano rejeita ultimato e pede diplomacia
A resposta do governo iraniano não tardou. O presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, rejeitou categoricamente a possibilidade de uma rendição incondicional, classificando essa exigência como um “sonho” que os adversários deverão “levar para o túmulo”.
Num discurso previamente gravado, Pezeshkian apelou à resolução do conflito por via diplomática e pediu desculpa aos países vizinhos afectados pelos ataques ocorridos durante o conflito.
O líder iraniano afirmou ainda que o país não deverá atacar Estados vizinhos nem lançar mísseis contra outros territórios, excepto em caso de ataque direto.
Transporte aéreo suspenso e evacuações em curso no Médio Oriente
O agravamento da situação militar também está a afectar o tráfego aéreo na região. No Golfo Pérsico, vários voos foram suspensos no Aeroporto Internacional do Dubai, um dos principais centros de aviação do mundo.
A companhia aérea Emirates anunciou a suspensão temporária de todos os voos a partir da cidade até novo aviso. Entretanto, alguns países começaram a organizar operações de evacuação para retirar cidadãos estrangeiros da região.
Voos de evacuação partiram de países como Omã e Arábia Saudita, enquanto vários governos tentam transportar os seus nacionais para locais seguros.
Milhares de cidadãos britânicos procuram sair da região
O Reino Unido também iniciou operações para retirar cidadãos do Médio Oriente. Cerca de 140 mil britânicos registaram-se junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros para obter assistência.

O primeiro voo de evacuação chegou ao aeroporto de Stansted na noite de sexta-feira, enquanto um segundo avião fretado aterrou no aeroporto de Gatwick durante a madrugada.
Estima-se que cerca de 300 mil cidadãos britânicos ainda se encontrem em diferentes países do Médio Oriente.
Guerra levanta receios sobre impacto económico global
A escalada do conflito está a gerar preocupação crescente nos mercados internacionais, especialmente devido à situação no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio global de energia.
Desde o início da guerra, a passagem de navios pela estreita via marítima de cerca de 38 quilómetros tornou-se extremamente limitada, depois de o Irão ter ameaçado atacar embarcações ligadas aos Estados Unidos, Israel ou países europeus.
PUBLICIDADE
Looking for car insurance in the UK? Compare car insurance with I Compare 4U.
O Estreito de Ormuz é responsável por cerca de 20% do abastecimento mundial de petróleo, pelo que qualquer interrupção prolongada pode provocar fortes impactos na economia global e nos preços da energia.
Casa Branca admite conflito prolongado
A Casa Branca indicou que o conflito poderá prolongar-se por várias semanas. Responsáveis norte-americanos admitem que a guerra pode durar entre quatro e seis semanas, dependendo da evolução das operações militares.
Donald Trump já deixou em aberto a possibilidade de o confronto durar ainda mais tempo, sublinhando que os Estados Unidos continuarão a campanha militar até alcançarem os seus objetivos estratégicos.

