Três agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP), acusados de tráfico de droga e outros crimes graves, foram libertados esta semana devido ao excesso de prisão preventiva.

A decisão do tribunal surge após o adiamento da leitura do acórdão, que estava inicialmente marcada para segunda-feira, mas que foi reagendada para março de 2026 pelo Tribunal de São João Novo, no Porto.
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Acusação de Crimes Diversos Relacionados com o Tráfico de Droga
Os três agentes da PSP, incluindo um subcomissário e um civil, estão a ser julgados por uma série de crimes graves, entre os quais se destacam a denegação de justiça, favorecimento pessoal praticado por funcionário, peculato, abuso de poder, falsificação de documentos, coação agravada e ofensa à integridade física qualificada. A acusação indica que os crimes ocorreram entre dezembro de 2022 e julho de 2023, em áreas sensíveis como o bairro da Pasteleira, no Porto.
De acordo com o Ministério Público, os acusados apropriaram-se de dinheiro e droga apreendidos durante patrulhamentos, utilizando esses produtos para favorecer informadores. Estes informadores, em troca de informações, ajudavam os agentes a deter traficantes e a apreender mais estupefacientes. Além disso, os arguidos estão também acusados de falsificar autos de busca e apreensão, alterando as quantias de dinheiro e de droga apreendidas para beneficiar terceiros.
Libertação por Excesso de Prisão Preventiva
Apesar de estarem em prisão preventiva desde julho de 2023, os três agentes da PSP foram libertados devido à ultrapassagem dos prazos legais estabelecidos para a prisão preventiva. O tribunal declarou o caso de especial complexidade, o que justificou o prolongamento das detenções. Contudo, a leitura do acórdão, que determinará a sentença final, foi adiada para março de 2026, o que levou à libertação dos acusados em prisão preventiva.
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O adiamento da leitura do acórdão foi fundamentado pela complexidade do caso, que envolve múltiplos crimes e uma investigação extensa. Como resultado, os acusados poderão aguardar o julgamento em liberdade, apesar das acusações graves que enfrentam.
A decisão gerou controvérsia, com vários setores da sociedade a questionarem a decisão do tribunal, especialmente face à gravidade dos crimes em que os agentes estão envolvidos. A libertação dos acusados é vista como uma falha no sistema judicial, que permite que indivíduos em funções de autoridade aguardem o julgamento fora das prisões.

