Roy Morton, pensionista londrino, recebeu recentemente uma indemnização do Metropolitan Police após ter sido Taserado e detido devido a um erro de identidade. O episódio ocorreu na manhã de 28 de dezembro de 2021, quando Morton, então com 80 anos e portador de marca-passo, se encontrava sozinho em casa, em Cricklewood, norte de Londres.

Agentes armados entraram na sua residência depois de um alerta de incidente com arma de fogo ter sido registado para outro endereço por um operador do 999. Confrontado com os policiais, Morton surgiu na cozinha de pijama, segurando uma pequena porta de madeira, sendo de imediato Taserado a curta distância.
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Apesar de os registos policiais indicarem que o suspeito procurado tinha 26 anos e era negro, Morton, que é branco, foi detido por agressão e mantido sob custódia durante quase 11 horas, incluindo uma ida ao hospital por preocupações relacionadas com o seu marca-passo.
Imagens de vídeo captadas por câmaras corporais mostram os agentes a entrar na casa às 7h15, a caminhar por divisões escuras com armas apontadas e a dar ordens simultâneas enquanto Morton tentava proteger-se da luz das lanternas. O episódio deixou o pensionista profundamente abalado.
Reconhecimento Oficial e Processos Legais Prolongados
Em janeiro de 2022, o chefe da Specialist Firearms Command do Metropolitan Police emitiu um pedido público de desculpas, afirmando:
“Lamento profundamente que este terrível erro tenha ocorrido e peço desculpas de todo o coração ao senhor Morton.”
A investigação interna subsequente concluiu que o operador do 999 não conseguiu identificar múltiplas oportunidades para corrigir o erro de morada, o que contribuiu diretamente para a situação.
Apesar do reconhecimento público, o Metropolitan Police recusou inicialmente assumir total responsabilidade, levando Morton a avançar com uma ação civil formal em 2024. A situação só foi resolvida em 22 de janeiro de 2026, semanas antes do início de um julgamento de cinco dias. Morton descreveu o impacto psicológico do incidente:
“Perdi a sensação de segurança e calma em minha casa. Tornei-me ansioso, com dificuldades para dormir, e senti-me física e mentalmente diminuído de uma forma que nunca tinha experienciado. Senti-me como se tivesse envelhecido de um dia para o outro.”
Reflexões sobre Responsabilidade e Formação Policial
Rachel Harger, advogada de Morton, sublinhou que o caso evidencia a importância de resolver rapidamente incidentes envolvendo autoridades públicas, especialmente quando afetam pessoas idosas ou vulneráveis.
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“O prolongamento do processo e a negação inicial de responsabilidade causaram mais danos ao senhor Morton do que o incidente em si”, afirmou.
O Metropolitan Police anunciou que reviu os procedimentos relacionados com a entrada forçada em residências e implementou formação específica para todos os operadores do 999, com o objetivo de prevenir erros semelhantes. O Detective Chief Superintendent Neil Smithson acrescentou:
“Pedimos desculpa ao senhor Morton e reconhecemos o impacto deste incidente. Esperamos que ele possa seguir em frente e agradecemos a sua paciência durante todo este processo.”

