Empresas da Marinha Grande ainda sob pressão dois meses após tempestade Kristin

Dois meses após a passagem da tempestade Kristin, várias empresas da região Centro continuam a enfrentar dificuldades significativas, com unidades ainda encerradas e processos de recuperação em curso no distrito de Leiria, em particular na Marinha Grande.

Dois meses após a passagem da tempestade Kristin
Empresas da Marinha Grande ainda sob pressão dois meses após tempestade Kristin © Nuno Brites

A intempérie, ocorrida na madrugada de 28 de janeiro, deixou um rasto de destruição que obrigou várias empresas a suspender a atividade, afetando a capacidade produtiva e a entrega de encomendas, numa altura em que muitas recorrem também ao apoio de outras empresas para cumprir compromissos com clientes.

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Entre os casos mais afetados está o da Ardavi, uma microempresa liderada por Hugo Simões, que viu as suas instalações severamente danificadas pela força do vento, levando ao encerramento temporário da atividade e à ativação do regime de lay-off.

Ardavi entre as empresas mais afetadas no distrito de Leiria

Na sequência da tempestade, a cobertura das instalações da Ardavi foi arrancada, deixando o espaço de produção exposto e inutilizado. A presença de água no interior e os danos estruturais impediram a continuidade normal do trabalho, obrigando a empresa a interromper a produção.

O responsável pela empresa refere que a prioridade passa agora pela substituição de infraestruturas essenciais, como um novo portão que permita isolar a área de produção, antes de avançar para a eliminação da humidade e posterior verificação das condições da instalação elétrica e dos equipamentos.

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A situação tem sido particularmente exigente para a gestão da empresa, que assume a responsabilidade por nove famílias dependentes da atividade, num contexto de elevada incerteza sobre o retomar da normalidade.

Setor empresarial recorre a apoios e cooperação entre empresas

Perante as dificuldades na retoma da produção, várias empresas da região têm recorrido à cooperação entre concorrentes para conseguir cumprir encomendas e manter alguma atividade económica.

No total, a tempestade levou 647 empresas da região Centro a apresentar pedidos de lay-off, abrangendo cerca de 7079 trabalhadores, evidenciando a dimensão do impacto económico do fenómeno meteorológico.

Recuperação lenta e desafios estruturais na região Centro

A recuperação após a tempestade Kristin tem sido marcada por processos lentos, condicionados pelos danos nas infraestruturas e pela necessidade de reposição de condições mínimas de segurança e funcionamento.

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As empresas afetadas continuam a enfrentar desafios na reativação da produção, enquanto aguardam a conclusão de obras e reparações essenciais para garantir o regresso à normalidade.

A situação mantém-se sob acompanhamento, com empresários e gestores sob forte pressão para assegurar a sobrevivência das suas estruturas produtivas e a manutenção dos postos de trabalho na região Centro de Portugal.

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