Empresário encontrado morto em Loulé: crime brutal

O corpo de Ricardo Claro, empresário de 50 anos e gestor de um restaurante de luxo em Vale do Lobo, foi encontrado esta quinta-feira num terreno baldio na zona de Esteval, em Loulé. O homem estava desaparecido desde o dia 13 de março.

Ricardo Claro
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A descoberta foi feita pela Polícia Judiciária (PJ), na sequência de várias diligências de investigação de caráter técnico e operacional. Segundo as autoridades, existem “fortes indícios de morte violenta”, sendo que a vítima terá sido espancada até à morte.

O cadáver encontrava-se manietado, em avançado estado de decomposição e com sinais de violência extrema. Após a inspeção ao local, realizada com o apoio da GNR, o corpo foi encaminhado para o Gabinete de Medicina Legal, onde será realizada a autópsia.

As autoridades acreditam que a morte terá ocorrido no próprio dia do desaparecimento, embora não no local onde o corpo foi encontrado, tendo este sido ali colocado posteriormente.

Cronologia do crime e principais suspeitos

O desaparecimento de Ricardo Claro foi comunicado à PSP a 16 de março e, no dia seguinte, à PJ. As investigações indicam que o empresário terá sido vítima de uma emboscada junto à sua residência, na Penha, em Faro.

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Após o alegado rapto, os suspeitos terão utilizado o cartão bancário da vítima nas imediações e assaltado a sua casa. Posteriormente, dirigiram-se ao restaurante Well, em Vale do Lobo, onde terão retirado dinheiro do cofre.

Imagens de videovigilância captaram um dos suspeitos no local pelas 23h20. Mais tarde, o veículo de Ricardo Claro foi abandonado em Olhão, cerca das 00h50, sendo que o telemóvel do empresário deixou de emitir sinal pouco depois.

A PJ suspeita que o corpo tenha sido abandonado antes de o automóvel ter sido deixado em Olhão, embora o local exato da morte ainda não tenha sido determinado. A localização do cadáver foi possível através do rastreamento de telemóveis e dados de geolocalização.

No âmbito do processo, um homem de 39 anos encontra-se em prisão preventiva. Antigo funcionário do restaurante Well, é suspeito de ter fornecido informações sobre os hábitos da vítima e de participação no plano. Em tribunal, terá admitido envolvimento, alegando que a intenção seria apenas sequestrar e roubar.

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O suspeito está indiciado por sequestro agravado, roubo agravado e abuso de cartão. As autoridades acreditam ainda na existência de pelo menos dois outros envolvidos, que terão fugido para o Brasil.

A investigação prossegue sob a coordenação do Departamento de Investigação e Ação Penal de Faro, com o objetivo de esclarecer todas as circunstâncias do crime.

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