Quatro pessoas ficaram feridas após a queda de dois drones nas imediações do aeroporto internacional de Dubai, num episódio que ocorre enquanto o conflito entre o Irão e a coligação formada pelos Estados Unidos e Israel entra no 12.º dia. O incidente voltou a aumentar a tensão na região e levou as autoridades locais a reforçar os sistemas de defesa aérea.

Segundo as autoridades dos Emirados Árabes Unidos, os aparelhos não tripulados caíram perto do Aeroporto Internacional de Dubai, um dos aeroportos mais movimentados do mundo.
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Quatro pessoas feridas após queda de drones perto do Aeroporto de Dubai
De acordo com as autoridades de Dubai, os drones foram detetados nas proximidades do aeroporto e acabaram por cair na área, provocando ferimentos em quatro pessoas.
Entre os feridos estão dois cidadãos do Gana, um cidadão do Bangladesh e um cidadão da Índia. Segundo as autoridades, três das vítimas sofreram ferimentos ligeiros, enquanto uma apresentou ferimentos moderados.
Num comunicado divulgado nas redes sociais, as autoridades confirmaram que o tráfego aéreo no aeroporto continuou a funcionar normalmente apesar do incidente.
O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos indicou que os sistemas de defesa aérea estão a responder a ameaças de mísseis e drones provenientes do Irão.
De acordo com o ministério, os sons de explosões ouvidos na cidade resultaram da interceção de projéteis pelos sistemas de defesa aérea, sendo a população aconselhada a seguir as orientações de segurança emitidas pelas autoridades.
Conflito regional provoca perturbações no tráfego aéreo e nos mercados energéticos
O incidente ocorre no contexto da escalada militar entre o Irão e a coligação liderada pelos Estados Unidos e por Israel. Nos últimos dias, vários ataques com drones e mísseis foram registados em diferentes pontos da região.
No fim de semana, todos os voos de e para Dubai chegaram a ser suspensos após um novo lançamento de mísseis por parte do Irão em resposta a ataques anteriores.
O Aeroporto Internacional de Dubai movimenta normalmente cerca de 95 milhões de passageiros por ano, superando o volume anual do Aeroporto de Heathrow, no Reino Unido.
Face ao agravamento da situação, a companhia aérea British Airways anunciou a suspensão de voos para vários destinos na região, incluindo Amã, no Jordânia, Bahrein, Doha, Dubai e Telavive. As ligações com Abu Dhabi também foram interrompidas por um período mais prolongado.
Entretanto, as forças armadas dos Emirados Árabes Unidos afirmaram ter intercetado 26 drones num único dia, nove dos quais terão caído dentro do território nacional.
Um dos ataques provocou ainda um incêndio no complexo industrial de Ruwais, em Abu Dhabi, onde se encontra a maior refinaria de petróleo do país.
Estreito de Ormuz no centro das tensões internacionais
A guerra tem também impacto no mercado energético mundial. O tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz foi afetado depois de vários navios terem sido alvo de ataques.
Fontes indicam que o Irão poderá ter colocado minas na passagem marítima, considerada uma das rotas mais importantes para o transporte global de petróleo.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nas redes sociais que, caso existam minas na zona, estas devem ser removidas imediatamente.
O impacto da crise já se faz sentir nos preços globais da energia e levou os líderes do G7 a discutir a utilização de reservas estratégicas de petróleo.
Enquanto isso, explosões foram também registadas em Manama, capital do Bahrein, onde as sirenes de alerta foram ativadas e a população foi aconselhada a procurar abrigo.
Segundo autoridades regionais, mais de 1.800 pessoas morreram no Irão e em países vizinhos desde o início da nova fase do conflito no Médio Oriente.

