O proprietário de um bar suíço, onde 40 pessoas morreram em um incêndio ocorrido na véspera de Ano Novo, foi detido pelas autoridades locais. Jacques Moretti, um cidadão francês, foi preso após ser considerado um risco de fuga. Ele e sua esposa, Jessica, também francesa, estão sob investigação por homicídio negligente, lesões corporais por negligência e incêndio culposo, de acordo com a BBC.

O incêndio no bar Le Constellation, localizado na estação de esqui de Crans-Montana, deixou 116 feridos, muitos dos quais com menos de 20 anos. De acordo com as autoridades, a origem do incêndio está relacionada ao uso de foguetes de festa em garrafas de champanhe, que foram levantadas demasiado perto do teto, provocando uma explosão de fogo nas instalações do bar.
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Falhas nas inspeções de segurança e aumento das investigações
Durante a investigação, revelou-se que o bar Le Constellation não passava por inspeções de segurança há cinco anos, o que gerou indignação entre os familiares das vítimas e os residentes locais. Romain Jordan, advogado que representa algumas das famílias afetadas, questionou a falta de fiscalização e sugeriu que a municipalidade deveria ser investigada com maior rigor, considerando o elevado número de falhas e irregularidades nas inspeções do local.
De acordo com as normas suíças, locais como bares e restaurantes devem ser inspecionados anualmente para garantir a segurança de seus frequentadores. No entanto, o prefeito de Crans-Montana, Nicolas Feraud, admitiu não ter uma explicação para o fato de o Le Constellation não ter sido verificado por tanto tempo. “Lamentamos isso profundamente. Devemos assumir a responsabilidade”, afirmou Feraud, acrescentando que, a partir de agora, o uso de foguetes será proibido nos estabelecimentos locais.
Luto nacional e solidariedade com as vítimas
Na última sexta-feira, a Suíça fez um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do incêndio, seguido de um toque de sinos em todo o país por cinco minutos. Em várias cidades, trens e bondes interromperam suas operações, e o aeroporto de Zurique fez uma pausa nas atividades. A cidade de Crans-Montana também organizou uma cerimônia local, com aplausos aos bombeiros que combateram as chamas.
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Os feridos, muitos dos quais com queimaduras graves, estão sendo tratados em hospitais na Suíça e em outros países europeus. As funerais das vítimas começaram a ser realizadas, enquanto as investigações continuam, com foco no que causou a tragédia e nas possíveis responsabilidades de proprietários e autoridades locais.
Este trágico evento lança uma sombra sobre as celebrações de Ano Novo na Suíça, levantando questões sobre a segurança em locais públicos e a necessidade de fiscalização rigorosa para evitar desastres como este no futuro.

