Jacques Moretti, coproprietário do bar Constellation, na estância de esqui de Crans-Montana, foi libertado da prisão preventiva após o pagamento de uma caução de 200 mil francos suíços (cerca de 215 mil euros).

O tribunal do cantão de Valais anunciou, em comunicado oficial, que revogou a medida de prisão preventiva, sem especificar se a libertação já havia ocorrido.
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A decisão acontece após a análise do caso, onde, além de Jacques, a sua mulher, Jessica Moretti, também permanece em liberdade. No entanto, o tribunal impôs uma série de medidas alternativas à prisão, com o objetivo de reduzir o risco de fuga do acusado. Dentre as condições, estão a proibição de deixar o país, a entrega dos documentos de identificação ao Ministério Público, e a obrigatoriedade de apresentação diária numa esquadra da polícia.
Incêndio no Bar Constellation e as Investigação em Curso
O incidente no bar Constellation, que vitimou 40 pessoas e deixou 116 feridos, ocorreu na noite de 31 de dezembro de 2022. A investigação revelou que o fogo teria sido originado por faíscas de velas, que, ao entrarem em contato com a espuma de isolamento acústico no teto da cave, causaram o incêndio. A maioria das vítimas eram adolescentes e jovens adultos que se encontravam no local na altura do sinistro.
Jacques e Jessica Moretti enfrentam acusações de homicídio culposo, ofensas corporais culposas e incêndio criminoso culposo. A investigação ainda apura as circunstâncias exatas do incêndio, incluindo a análise da conformidade das normas de segurança do estabelecimento. O município de Crans-Montana já admitiu que não realizou inspeções de segurança e incêndio no local desde 2019, o que levanta questões sobre a fiscalização e cumprimento das regulamentações.
Embora tenha sido libertado, o tribunal sublinhou que a presunção de inocência continua a ser respeitada, conforme o princípio fundamental do processo penal suíço. A prisão preventiva, segundo o tribunal, não teve o objetivo de punir, mas de assegurar o acompanhamento do processo. A defesa das vítimas, por sua vez, expressou surpresa pelo facto de o Ministério Público não ter invocado o risco de conluio entre os réus.
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A investigação continuará enquanto as autoridades apuram as responsabilidades dos proprietários e as condições que permitiram que tal tragédia acontecesse.

