Dois cadáveres de homens foram encontrados este domingo de manhã em praias do concelho de Caminha e de Afife, em Viana do Castelo, e as autoridades suspeitam que se tratem de dois dos pescadores desaparecidos há uma semana no naufrágio da embarcação costeira “Carlos Cunha”. O incidente ocorreu quando a embarcação naufragou entre a Ínsua e a barra de Caminha, deixando três pescadores desaparecidos e dois sobreviventes.

O primeiro corpo foi avistado por um popular na praia de Moledo, por volta das 8h50, tendo sido de imediato dado o alerta às autoridades. Segundo o capitão do porto e comandante-local da Polícia Marítima de Caminha, Vieira Pereira, trata-se de um corpo do sexo masculino, embora a identificação ainda não seja possível. Poderá pertencer a um dos três tripulantes indonésios que desapareceram durante o naufrágio.
Polícia Judiciária investiga e corpos seguem para autópsia
Após o alerta, a Polícia Judiciária foi chamada ao local para assegurar que todas as diligências legais fossem cumpridas. Vieira Pereira explicou que, após os procedimentos iniciais, o corpo será transportado para o Instituto de Medicina Legal de Viana do Castelo, onde será submetido a autópsia e posterior reconhecimento oficial. Este processo é essencial para confirmar a identidade e estabelecer as circunstâncias da morte, contribuindo para o inquérito sobre o naufrágio.
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O segundo cadáver foi encontrado a sul do Forte do Cão, em Afife, e também se trata de um homem, conforme confirmado pelo comandante da Polícia Marítima. A descoberta de dois corpos reforça a suspeita de que se trata de pescadores desaparecidos no naufrágio, embora seja necessário aguardar os resultados da autópsia para confirmação oficial.
Contexto do naufrágio e operação de busca
O naufrágio da embarcação de pesca “Carlos Cunha” ocorreu na semana passada e resultou em três desaparecidos e dois sobreviventes. Entre os sobreviventes estão o mestre Nuno Castro, de 41 anos, natural de Caminha, e um dos pescadores de nacionalidade indonésia. A embarcação estava em actividade costeira quando se perdeu no mar, em condições que ainda estão a ser avaliadas pelas autoridades.

As equipas de busca marítima continuam a monitorizar a área costeira do Minho, incluindo os arredores da barra de Caminha e praias adjacentes, na esperança de localizar quaisquer vestígios dos tripulantes desaparecidos. Este tipo de operações envolve coordenação entre a Polícia Marítima, bombeiros e unidades de salvamento para garantir a máxima cobertura da área e a segurança de todos os envolvidos.
Reforço da segurança e prevenção na pesca costeira
O incidente voltou a destacar a importância da segurança na pesca costeira, especialmente em condições de mar agitado. As autoridades alertam para a necessidade de equipamentos de segurança obrigatórios, planos de contingência e monitorização meteorológica constante. A tragédia também ressalta a vulnerabilidade dos pescadores em embarcações de pequeno porte, muitas vezes expostos a riscos elevados devido a intempéries e às condições do mar no Norte de Portugal.
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Enquanto se aguardam os resultados das autópsias, a comunidade local e familiares dos desaparecidos vivem momentos de angústia e espera, acompanhando de perto a evolução das operações de busca e das diligências policiais. As autoridades marítimas reiteram a necessidade de prudência e cooperação da população nas zonas costeiras afetadas.

