Dirigente brasileiro preso em Portugal por mandar matar

A Polícia Judiciária (PJ) deteve nas Caldas da Rainha um cidadão brasileiro, de 41 anos, no cumprimento de um mandado de detenção internacional emitido pelas autoridades judiciárias do Brasil, pelo crime de homicídio qualificado.

Polícia Judiciária
Dirigente brasileiro preso em Portugal por mandar matar © Sérgio Lemos/Cofina Media

O suspeito, dirigente de um clube desportivo no Estado de Goiânia, é acusado de ter ordenado a morte de um homem que o tinha criticado publicamente durante o exercício das suas funções.

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Segundo a PJ, os factos remontam a maio de 2012. Na altura, o detido exercia o cargo de gerente de um clube desportivo e, após críticas públicas sobre a sua atuação, decidiu retaliar. Para concretizar o crime, terá contratado um terceiro, fornecendo-lhe uma arma de fogo e uma quantia monetária. A vítima acabou por ser assassinada com vários tiros enquanto conduzia uma viatura, segundo revela o Jornal de Notícias.

O caso gerou grande repercussão na imprensa brasileira, dado tratar-se de um homicídio premeditado motivado por desavenças relacionadas com a gestão de um clube desportivo, evidenciando a gravidade da situação e a intenção deliberada do suspeito de eliminar quem o tinha criticado.

Condenação judicial e situação em Portugal

O tribunal brasileiro condenou o dirigente a uma pena de 14 anos de prisão pelo crime de homicídio qualificado. Após a emissão do mandado de detenção internacional, a Polícia Judiciária portuguesa coordenou a sua localização e detenção nas Caldas da Rainha, onde residia e trabalhava legalmente na construção civil.

O detido será presente ao Tribunal da Relação de Coimbra para aplicação de uma medida de coação, processo que visa definir o seu futuro enquanto decorrem os procedimentos de extradição para o Brasil. A PJ destacou, no comunicado divulgado esta quarta-feira, que a ação demonstra a cooperação entre as autoridades portuguesas e estrangeiras na prevenção da impunidade em casos de crimes graves.

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Especialistas sublinham que a colaboração internacional é fundamental em situações como esta, uma vez que crimes cometidos fora do território nacional exigem articulação entre sistemas judiciais distintos para garantir que os responsáveis respondam pelos seus atos.

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