Um homem de 86 anos foi detido por suspeitas de envolvimento nos homicídios de Harry e Megan Tooze, um casal encontrado morto em 1993, na localidade de Llanharry, perto de Bridgend, no sul do País de Gales. A detenção foi anunciada pela Polícia do Sul do País de Gales, no âmbito de uma revisão forense aprofundada ao processo, iniciada em 2023 com o objetivo de reavaliar provas e esclarecer inconsistências da investigação original.

O caso, considerado um dos mais perturbadores da região, permanece oficialmente por resolver há mais de três décadas, tendo afetado profundamente familiares, vizinhos e a comunidade local.
Últimos movimentos do casal antes do homicídio
Harry Tooze, de 64 anos, e a esposa Megan, de 67, foram vistos pela última vez na manhã de 26 de julho de 1993, quando se deslocaram para levantar as respetivas pensões numa localidade próxima da sua residência. Testemunhas relataram que o casal regressou à sua exploração agrícola cerca das 11h00.
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Por volta das 13h30, moradores da zona ouviram dois disparos de arma de fogo, mas só mais tarde as autoridades foram alertadas, após a filha do casal não conseguir estabelecer contacto telefónico com os pais. A polícia dirigiu-se então à propriedade, onde encontrou os corpos num celeiro de gado.
Detalhes macabros e falhas na investigação inicial
De acordo com os registos policiais, Harry e Megan Tooze foram mortos com tiros na cabeça disparados por uma caçadeira. Os corpos estavam cobertos com um tapete, circunstância que desde cedo levantou suspeitas sobre uma tentativa de ocultação do crime.
Em 1995, Jonathan Jones, namorado da filha do casal, Cheryl Tooze, foi considerado culpado pelos homicídios. Contudo, a condenação foi anulada em sede de recurso, após se concluir que a polícia não selou adequadamente o local do crime, comprometendo a preservação de provas cruciais. Cheryl manteve sempre o seu apoio ao companheiro e os juízes do tribunal de recurso demoraram apenas alguns minutos a revogar a sentença.
Nova fase da investigação e apelo da polícia
Com a reabertura do processo em 2023, as autoridades passaram a analisar novamente provas físicas, testemunhos e procedimentos adotados à época. O responsável pela investigação, o superintendente-detetive Mark Lewis, afirmou que a recente detenção constitui um avanço significativo, mas frisou que o trabalho policial está longe de concluído.

Segundo Mark Lewis, o caso continua a levantar questões importantes que permanecem sem resposta, apesar do tempo decorrido. O oficial reiterou o apelo a qualquer pessoa que detenha informações relevantes para que colabore com a polícia, salientando que mesmo detalhes considerados insignificantes podem ser decisivos.
Detido permanece sob custódia policial
O homem de 86 anos detido no âmbito da investigação permanece sob custódia policial, enquanto prosseguem as diligências. As autoridades não divulgaram mais pormenores sobre a sua identidade ou a natureza exata da ligação ao caso, invocando a necessidade de salvaguardar a investigação em curso.
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A Polícia do Sul do País de Gales reafirma o compromisso de alcançar justiça para as vítimas e as suas famílias, sublinhando que, independentemente do tempo decorrido, os homicídios não são esquecidos e continuam a ser alvo de esforços investigativos.

