Um homem de 44 anos foi detido em Lisboa por suspeita dos crimes de abuso sexual de crianças e pornografia de menores, tendo como vítima uma rapariga de 13 anos, com cuja família mantinha uma relação de proximidade.

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O caso foi identificado após um alerta emitido pela escola da menor, que teve conhecimento da existência de conteúdos de natureza pornográfica armazenados no telemóvel da aluna. A situação levou à intervenção imediata da Secção de Investigação de Crimes Sexuais da Polícia Judiciária, que se deslocou ao estabelecimento de ensino para apurar as circunstâncias dos factos.
No decurso da investigação, foi possível identificar o alegado autor dos conteúdos como sendo um conhecido da família da vítima. As autoridades apuraram ainda que o suspeito manteria uma suposta relação de natureza íntima com a menor há mais de um ano, o que agravou a natureza dos indícios recolhidos.
Crimes terão começado durante férias no Algarve e prolongaram-se em Lisboa
Segundo os dados apurados pela investigação, os primeiros abusos terão ocorrido em 2024, durante um período de férias no Algarve, altura em que a família da menor se encontrou com o suspeito. Nesse contexto, o homem terá abusado sexualmente da vítima, iniciando um padrão de comportamentos ilícitos que se prolongou no tempo.
Após o regresso a Lisboa, os contactos entre o suspeito e a menor terão continuado, tendo o arguido dado seguimento aos abusos e à produção de conteúdos de pornografia de menores. Estes materiais eram posteriormente armazenados em dispositivos digitais, facto que viria a ser determinante para a sua detenção.
Detenção em flagrante delito e próximos passos judiciais
A intervenção da Polícia Judiciária permitiu pôr termo à situação, culminando na detenção do suspeito em flagrante delito, na posse de conteúdos digitais ilícitos.
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As autoridades reuniram indícios considerados relevantes no âmbito da investigação, que sustentaram a atuação policial e a detenção do indivíduo. O material apreendido será agora alvo de análise pericial, no âmbito do processo em curso.
O suspeito será presente às autoridades judiciárias para primeiro interrogatório judicial, no qual serão avaliadas as circunstâncias do caso e determinada a eventual aplicação de medidas de coação adequadas, tendo em conta a gravidade dos crimes em investigação.

