A taxa de desemprego no Reino Unido manteve-se nos 5,2% nos três meses até janeiro, permanecendo no nível mais elevado dos últimos cinco anos, de acordo com dados divulgados pelo Office for National Statistics (ONS).

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Este valor iguala o registado no mesmo período de 2021, evidenciando uma estagnação no mercado de trabalho britânico. Segundo o ONS, o aumento recente do desemprego deve-se “em grande parte” à situação dos jovens entre os 18 e os 24 anos.
A taxa de desemprego neste grupo etário subiu para 14,5%, enquanto a proporção de jovens fora do mercado de trabalho e que não se encontram em educação a tempo inteiro atingiu 19,2%, o valor mais elevado desde 2014.
A análise anual revela ainda que o aumento do desemprego não se limita aos mais jovens, verificando-se também entre pessoas com idades compreendidas entre os 50 e os 64 anos. Apesar de o desemprego ter aumentado de forma generalizada, os impactos não foram uniformes: a taxa entre os homens situou-se nos 5,5%, enquanto entre as mulheres foi de 4,8%.
Custos laborais e salários pressionam o mercado
Entre os principais fatores apontados para esta evolução está o aumento dos custos para os empregadores, nomeadamente devido à subida das contribuições para a segurança social das empresas em abril.
Adicionalmente, o aumento do salário mínimo para trabalhadores mais jovens terá contribuído para a subida do desemprego neste grupo, segundo Catherine Mann, economista do Banco de Inglaterra.
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Paralelamente, o crescimento salarial abrandou para o nível mais baixo em mais de cinco anos. Ainda assim, os salários continuam a crescer acima da inflação, embora a um ritmo mais lento tanto no setor público como no privado.
O salário médio, incluindo bónus, aumentou 3,8%, enquanto os ganhos semanais médios subiram 3,9%. Estes valores representam uma descida face aos 4,2% registados no mês anterior.
Sinais mistos e impacto potencial da guerra no Irão
Apesar do cenário desafiante, há alguns sinais moderadamente positivos no mercado de trabalho. O número de trabalhadores nas folhas de pagamento registou uma ligeira subida em janeiro, enquanto as vagas de emprego se mantiveram estáveis.
As pequenas empresas demonstraram maior cautela na contratação, reduzindo o número de ofertas de emprego, mas esta tendência foi parcialmente compensada por grandes empresas com maior procura de trabalhadores.
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Os despedimentos diminuíram nos últimos três meses, embora continuem acima dos níveis registados há um ano. Entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, a taxa de redundâncias foi de 4,5 por cada mil trabalhadores.
No entanto, estes dados ainda não refletem o impacto da guerra no Irão. A subida dos preços do petróleo e do gás poderá aumentar a inflação, reduzindo o poder de compra dos consumidores.
Este cenário pode pressionar as empresas, levando à diminuição do investimento e da contratação, ou até a novos despedimentos. Caso o conflito se prolongue, os sinais de recuperação no mercado de trabalho poderão dissipar-se, com o desemprego a registar novas subidas.


Está cada vez mais dificil arrumar emprego hoje em dia.
Antes era o COVID, depois a guerra da Ucrânia e agora a guerra do Irão, quando será que vai parar? se calhar vai ser quando a gente tiver de ficar embaixo duma ponte.
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