Moçambique enfrenta um surto de cólera que, nos últimos quatro meses, já resultou em 2.343 casos confirmados e 28 óbitos. O mais recente boletim da Direção Nacional de Saúde Pública, com dados de 03 de setembro a 15 de janeiro, revela que, nas 24 horas anteriores ao fecho do relatório, foram registados 64 novos casos da doença e 44 pessoas internadas.

A província de Nampula lidera o número de casos, com um total de 1.079 infetados e 13 mortes. Tete e Cabo Delgado também são gravemente afetadas, com 885 casos e 13 óbitos em Tete, e 379 casos com dois óbitos em Cabo Delgado.
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Medidas de Controlo e Objetivo de Erradicação até 2030
Apesar do aumento no número de casos e óbitos, a taxa de letalidade da cólera no país tem diminuído. A taxa passou de 1,5% na semana anterior para 1,2% no mais recente relatório, embora ainda seja superior à taxa de 0,5% registada em dezembro. O Governo de Moçambique tem intensificado as medidas para controlar a propagação da doença, incluindo a distribuição de vacinas.
Em dezembro, foi confirmado que 3,5 milhões de doses de vacina contra a cólera foram enviadas para o país, mas as autoridades de saúde alertam para a necessidade de reforçar a comunicação e sensibilização nas comunidades, uma vez que a maioria dos óbitos ocorre em áreas rurais, fora dos centros de tratamento. Em 2025, 169 pessoas morreram de cólera em Moçambique, sendo que cerca de 70% dos óbitos ocorreram em zonas comunitárias.
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O Governo tem como objetivo erradicar a cólera como um problema de saúde pública até 2030, através de ações coordenadas que garantam o acesso a água potável, saneamento básico e cuidados de saúde de qualidade.
A iniciativa, que envolve um investimento de 31 mil milhões de meticais (aproximadamente 418,5 milhões de euros), busca implementar um plano multissetorial baseado em evidências científicas, com o apoio de organismos internacionais.

