Uma mulher de 27 anos foi detida em São Paulo, no Brasil, depois de esfaquear um cabeleireiro no interior de um salão de beleza, alegadamente por não ter ficado satisfeita com o resultado de um corte de cabelo. O caso ocorreu no dia 5 de maio e foi registado por câmaras de videovigilância, que captaram toda a sequência da agressão.

A vítima, Eduardo Ferrari, de 29 anos, sofreu ferimentos ligeiros nas costas após ser atacado com uma faca de cozinha retirada da mala da suspeita, identificada como Lais Gabriela Barbosa da Cunha. O episódio gerou forte choque entre clientes e funcionários que se encontravam no local.
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Ataque registado em vídeo dentro de salão de beleza em São Paulo
As imagens de videovigilância mostram Lais ao lado do cabeleireiro no salão Casa Ferrare, localizado em Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. No momento do ataque, Eduardo encontrava-se a trabalhar noutra cliente e mantinha uma conversa com a suspeita.
De forma repentina, a mulher terá retirado uma faca da mala e desferido um golpe nas costas do profissional, que reage de imediato em dor e recua, visivelmente em choque. A agressão apanhou de surpresa todos os presentes no salão.
Funcionários e elementos de segurança reagiram rapidamente, conseguindo intervir antes que a suspeita voltasse a atacar. A mulher foi imobilizada no interior do estabelecimento e o objeto cortante retirado, enquanto várias pessoas prestavam assistência ao cabeleireiro.
Imagens posteriores mostram a suspeita a ser mantida sob controlo no exterior do salão por dois homens, enquanto a vítima permanecia no local, ainda abalada com o sucedido.
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Pouco depois, a polícia chegou ao local, tomou conta da ocorrência e recolheu a faca utilizada no ataque. O caso passou a ser tratado como uma agressão grave, ocorrida em contexto de desentendimento comercial.
Conflito começou após reclamações sobre corte de cabelo e pedido de reembolso
De acordo com as autoridades brasileiras, a cliente terá realizado um procedimento capilar no dia 7 de abril, que incluiu madeixas e um tratamento de texturização. Inicialmente, terá deixado o salão satisfeita e até terá feito publicações positivas sobre o serviço nas redes sociais.
Contudo, nos dias seguintes, a mulher começou a apresentar queixas em relação ao resultado do cabelo, alegando que o corte não correspondia ao esperado. A situação escalou para pedidos de devolução do dinheiro e envio de mensagens consideradas ameaçadoras para o salão através de uma aplicação de mensagens.
Segundo testemunhas ouvidas pela polícia, a suspeita terá mesmo afirmado que pretendia “incendiar” o estabelecimento caso não obtivesse resposta favorável ao seu pedido.
O cabeleireiro Eduardo Ferrari foi chamado a intervir na situação, tendo sido informado pela equipa do salão das reclamações e do pedido de reembolso. No entanto, os funcionários recusaram a devolução, alegando que o procedimento tinha sido corretamente realizado.
A tensão aumentou quando Lais regressou ao salão sem marcação prévia e voltou a exigir o dinheiro. Perante a nova recusa, terá ocorrido a discussão que culminou no ataque com a faca.
Suspeita admitiu agressão e vítima sofreu ferimento superficial
Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a mulher acabou por admitir a agressão durante o processo de apuramento dos factos. A motivação estaria ligada ao desentendimento em torno do reembolso do serviço de cabeleireiro.
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Eduardo Ferrari foi assistido no local e posteriormente submetido a exames médico-legais, tendo sido confirmada uma ferida superficial nas costas, sem risco de vida. Ainda assim, o episódio obrigou à intervenção imediata das autoridades e ao encerramento temporário do espaço.
A faca utilizada no ataque foi apreendida pela polícia e integrada como prova no processo em curso.
O caso continua agora sob investigação, com as autoridades a procurarem determinar todos os contornos do incidente, incluindo eventuais ameaças anteriores e o grau de premeditação da agressão.

