Pelo menos quatro pessoas morreram, uma ficou gravemente ferida e cerca de 500 foram afetadas pela passagem do ciclone tropical intenso Gazeni na província de Inhambane, no sul de Moçambique. O balanço preliminar foi apresentado este sábado pelas autoridades moçambicanas.

De acordo com Luísa Meque, presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), um dos óbitos foi provocado por descargas atmosféricas, enquanto três pessoas perderam a vida após a queda de um coqueiro. A responsável sublinhou que as equipas continuam no terreno para consolidar os dados e prestar assistência às comunidades atingidas.
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O ciclone atingiu a província na noite de sexta-feira, afetando os distritos de Vilanculos, Massinga, Maxixe, Morrumbene, Inhambane e Jangamo. Apesar da intensidade do fenómeno, as autoridades consideram que o impacto foi atenuado pelo facto de o sistema ter passado ao largo da costa, sem penetrar significativamente no interior do território.
Danos em habitações, escolas e infraestruturas públicas
Segundo os dados avançados pelo INGD, pelo menos 1.253 habitações sofreram danos de diversa gravidade. O setor da educação foi particularmente afetado, com 67 escolas atingidas, totalizando cerca de 200 salas de aula danificadas.
O ciclone causou ainda estragos em oito unidades de saúde e três postos policiais, comprometendo temporariamente o funcionamento de serviços essenciais. Registaram-se também danos em 28 postes de energia elétrica, seis edifícios públicos e dois sistemas de abastecimento de água, afetando o fornecimento regular em algumas zonas.
As autoridades locais encontram-se a trabalhar na reposição da corrente elétrica e na reativação dos sistemas de abastecimento de água, numa operação que envolve equipas técnicas e meios logísticos reforçados. “Ainda estamos a trabalhar para ter dados definitivos. As equipas continuam no terreno”, afirmou Luísa Meque, acrescentando que a prioridade passa pela assistência às famílias afetadas e pela recuperação das infraestruturas críticas.
Ciclone já não representa perigo e deslocados começam a regressar
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inam) informou que o ciclone Gazeni deixou de representar perigo para Moçambique, encontrando-se novamente em deslocação em direção ao Oceano Índico. O diretor-geral do Inam, Adérito Aramuge, explicou que o fenómeno passou afastado da costa de Inhambane, reduzindo a dimensão dos impactos no continente.
Com a melhoria das condições meteorológicas, as autoridades autorizaram o regresso progressivo das populações que se encontravam em centros de acomodação temporária. Em Maxixe, uma das áreas afetadas, as equipas do INGD visitaram os bairros atingidos e concluíram que existem condições mínimas de segurança para que as famílias regressem às suas residências.
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“Estamos aqui a transmitir conforto às famílias. Fomos verificar no terreno que já existem condições para que possam regressar às suas casas”, declarou Luísa Meque.
Apesar da redução do risco imediato, as autoridades mantêm a monitorização das condições meteorológicas e continuam a avaliar o impacto total do ciclone Gazeni na província de Inhambane, num esforço que visa garantir apoio humanitário, reconstrução e reposição da normalidade nas comunidades afetadas.

