A equipa feminina de futebol do Irão optou por não cantar o hino nacional antes do jogo de estreia na Taça da Ásia, frente à Coreia do Sul, no Gold Coast Stadium. A partida, disputada na segunda-feira à noite, terminou com uma derrota de 3-0 para a formação iraniana.

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Enquanto as equipas se alinhavam para o momento habitual dos hinos, as câmaras focaram a equipa do Irão, que permaneceu em silêncio, olhando à frente. Algumas jogadoras aparentavam conter lágrimas durante este momento solene. O treinador do Irão, Marziyeh Jafari, observava do banco, sorrindo, depois de ter recusado responder a questões sobre os ataques militares recentes e a morte do aiatola Ali Khamenei.
Uma pequena parte dos adeptos iranianos presentes no estádio levantou bandeiras do período Pahlavi, simbolizando uma postura de protesto e recordação histórica.
Contexto internacional e impactos no futebol
No fim de semana anterior, um ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel atingiu Teerão, levando o Irão a retaliar com ataques na região do Golfo, incluindo Emirados Árabes Unidos, Qatar, Bahrain e Arábia Saudita. Apesar do cenário de tensão, a seleção feminina iraniana continuará a sua participação na Taça da Ásia, com o próximo jogo marcado contra a equipa anfitriã, a Austrália, na quinta-feira.

A capitã das Matildas, Sam Kerr, comentou sobre a situação:
“Obviamente é muito difícil o que se passa no mundo, mas são apenas jovens jogadoras. Vamos tratar o jogo como qualquer outro, com o máximo respeito e preparação adequada.”
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A instabilidade na região levanta também dúvidas sobre a participação da seleção masculina do Irão no próximo Mundial, agendado para este verão na América do Norte. O Irão está previsto disputar três partidas do Grupo G contra Nova Zelândia, Bélgica e Egito, em Los Angeles e Seattle. Mehdi Taj, presidente da Federação Iraniana de Futebol, sugeriu que a equipa poderá não ter outra opção senão retirar-se, afirmando:
“Com o que aconteceu e com o ataque dos Estados Unidos, é improvável que possamos encarar o Mundial, mas a decisão cabe às autoridades desportivas.”

