Cheias em Moçambique causam prejuízo milionário brutal

A estatal Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) registou prejuízos na ordem dos 12 milhões de dólares devido à interrupção da circulação de comboios na Linha do Limpopo, no sul do país, na sequência das cheias e inundações que afetaram a região em janeiro.

Cheias em moçambique
Cheias em Moçambique causam prejuízo milionário brutal © GCIS/Handout/EPA

PUBLICIDADE

Has your vehicle been impounded for no insurance? Get impounded car insurance fast.

Segundo o presidente do Conselho de Administração dos CFM, Agostinho Langa, a linha encontra-se encerrada há cerca de três meses, período durante o qual deixaram de circular aproximadamente 130 comboios. Esta paralisação afetou sobretudo o transporte de mercadorias, incluindo minérios como o crómio, com ligação entre o Zimbabué e o porto de Maputo.

Obras de reabilitação avançam com investimento até 25 milhões de dólares

Face aos danos provocados pelas intempéries, os CFM já deram início aos trabalhos de reabilitação da Linha do Limpopo, prevendo a retoma da circulação ferroviária a 1 de maio.

🚨 Quer receber notícias em tempo real? Siga o nosso canal do WhatsApp!

O plano inicial de intervenção foi revisto, passando a prever um investimento entre 20 e 25 milhões de dólares. Algumas intervenções estruturais, como determinadas passagens hidráulicas, foram adiadas para uma segunda fase, permitindo uma poupança estimada de cerca de 15 milhões de dólares em relação à avaliação inicial.

Rede ferroviária afetada e impacto humano significativo

As condições meteorológicas extremas não afetaram apenas a Linha do Limpopo. Outras ligações ferroviárias importantes, como as linhas de Ressano Garcia e Goba, também chegaram a ser temporariamente interrompidas, comprometendo a ligação entre Maputo, a África do Sul e Essuatíni.

PUBLICIDADE

Looking for car insurance in the UK? Compare car insurance with I Compare 4U.

Paralelamente, a época das chuvas em Moçambique tem provocado um impacto humano expressivo. De acordo com o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), registam-se 311 mortos desde outubro, mais de um milhão de pessoas afetadas, além de dezenas de feridos e desaparecidos. Só as cheias de janeiro causaram pelo menos 43 mortos e milhares de deslocados, agravando a vulnerabilidade das populações no sul do país.

Leave a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Scroll to Top