Chef Michelin evita prisão após atropelar estagiário e causar amputações

Um chef distinguido com estrela Michelin evitou pena de prisão efetiva depois de ter atropelado um estagiário, provocando ferimentos graves que resultaram na amputação de ambas as pernas da vítima, na cidade de Antuérpia, na Bélgica.

Um chef distinguido com estrela Michelin
Chef com estrela Michelin evita prisão após atropelar estagiário e causar amputações © Nicolas Maeterlinck/Belga/Shutterstock

O incidente ocorreu a 8 de janeiro de 2024, após uma festa de equipa, envolvendo Nick Bril, responsável por um restaurante de alta gastronomia, e Joe Claridge, um sous-chef britânico que realizava um estágio profissional.

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Segundo os factos apurados em tribunal, o chef conduzia um veículo utilitário quando recuou e, de seguida, avançou novamente, passando por cima da vítima, que se encontrava no chão à porta do restaurante.

Vítima esteve em coma e sofreu amputação das duas pernas

Na sequência do atropelamento, Joe Claridge sofreu lesões consideradas catastróficas, tendo permanecido em coma durante cerca de 50 dias. Posteriormente, foi submetido à amputação de ambas as pernas devido à gravidade dos ferimentos.

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O caso teve um impacto profundo na vida pessoal e profissional da vítima, que tem um filho pequeno e foi forçada a reorganizar completamente o seu quotidiano. De acordo com informações divulgadas, mudou-se entretanto para a ilha de Jersey, onde reside atualmente com a família numa habitação adaptada às suas necessidades.

Tribunal considera acidente, mas critica atuação do chef

O tribunal considerou que o atropelamento não foi intencional, concluindo que Nick Bril não poderia prever o desfecho do acidente. Ainda assim, a atuação do chef após o sucedido foi alvo de críticas por parte das autoridades.

Os procuradores acusaram-no de não ter alertado de imediato os serviços de emergência, alegando que a intervenção só ocorreu depois de um transeunte o ter incentivado a pedir ajuda. Durante esse período, o arguido terá mantido uma postura considerada invulgarmente silenciosa.

Os juízes entenderam que este comportamento configurou uma falha grave, equiparada a abandono do local do acidente e omissão de auxílio.

Pena suspensa e indemnização por definir

Nick Bril foi considerado culpado de abandono do local e de não comunicação do incidente às autoridades, tendo sido absolvido da acusação de ter provocado o atropelamento de forma deliberada.

Como consequência, foi condenado a uma pena de 12 meses de prisão com execução suspensa, bem como a uma proibição de conduzir durante quatro meses.

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Relativamente à indemnização, foi fixado inicialmente um valor simbólico de um euro, estando ainda por determinar o montante final a atribuir à vítima.

O caso levanta questões sobre responsabilidade criminal em acidentes desta natureza, bem como sobre a atuação adequada em situações de emergência, especialmente quando estão em causa ferimentos graves.

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