Cerca de duas centenas de utentes, profissionais de saúde e dirigentes sindicais concentraram-se esta terça-feira em Lisboa, em frente ao Ministério da Saúde, para exigir respostas do Governo face aos problemas que afetam o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

PUBLICIDADE
Has your vehicle been impounded for no insurance? Get impounded car insurance fast.
Sob o lema “Defender e reforçar o Serviço Nacional de Saúde”, a iniciativa assinalou o Dia Mundial da Saúde e foi marcada por palavras de ordem como “A luta continua nos serviços e na rua” e “A saúde é um direito, sem ela nada feito”. Os participantes empunharam bandeiras e cartazes com mensagens em defesa do SNS, destacando-se uma faixa com o apelo “Mais SNS para todos. Valorizar os trabalhadores, servir as populações”, segundo a agência Lusa.
O protesto foi promovido pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, contando com a participação de comissões de utentes de várias regiões do país e do Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP).
Críticas ao Governo e alertas sobre a degradação do SNS
Durante a concentração, os intervenientes denunciaram o que consideram ser uma degradação progressiva do SNS, apontando o desinvestimento e problemas de gestão como causas para situações como listas de espera elevadas, falta de médicos de família e dificuldades no acesso a cuidados de saúde.
🚨 Quer receber notícias em tempo real? Siga o nosso canal do WhatsApp!
O coordenador da Frente Comum, Sebastião Santana, afirmou que o objetivo do protesto é exigir soluções concretas ao Governo para os problemas existentes, sublinhando a importância de valorizar o SNS enquanto “avanço civilizacional” desde a sua criação em 1979. O responsável criticou ainda o estado atual do sistema, referindo situações como a escassez de profissionais e o aumento das listas de espera.
Sebastião Santana alertou também para o que considera ser um desvio de recursos públicos para o setor privado e defendeu a necessidade de reforçar o investimento no SNS, bem como as condições de trabalho dos seus profissionais.
Utentes e movimentos sociais defendem um SNS público e acessível
O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos destacou a importância do SNS como um património coletivo, justificando a mobilização conjunta entre profissionais e utentes. O porta-voz Humberto Costa alertou para situações críticas no acesso aos cuidados de saúde e criticou o que considera ser uma crescente dependência do setor privado.
Referiu ainda exemplos de dificuldades no funcionamento de unidades hospitalares e defendeu que a degradação do SNS compromete princípios fundamentais de equidade no acesso à saúde. Sublinhou, igualmente, a necessidade de não ficar indiferente perante problemas estruturais que afetam diretamente a população.
Presente no protesto, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, destacou o papel dos profissionais de saúde e dos utentes, sublinhando que o SNS continua a ser essencial na resposta às necessidades da população. Defendeu, por isso, a contratação de mais médicos, enfermeiros e técnicos, bem como a melhoria das condições de trabalho.
PUBLICIDADE
Looking for car insurance in the UK? Compare car insurance with I Compare 4U.
Para os participantes, o Dia Mundial da Saúde serviu como momento de reafirmação da defesa do SNS e de apelo a políticas públicas que garantam um serviço de saúde universal, acessível e de qualidade para todos os cidadãos.

