Um casal francês está a ser ouvido pelas autoridades judiciais portuguesas depois de ter alegadamente abandonado duas crianças, de três e cinco anos, numa estrada nacional entre Alcácer do Sal e a zona da Comporta, no distrito de Setúbal. O caso, que envolve um antigo polícia francês e a sua companheira, está a ser investigado pelo Ministério Público, que já pediu a aplicação de prisão preventiva para ambos os arguidos.

O episódio tem gerado forte atenção pública devido ao comportamento dos suspeitos durante a detenção e a apresentação em tribunal, descrito como invulgar e de difícil interpretação pelas autoridades.
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À entrada do Tribunal Judicial de Setúbal, Marc Ballabriga, ex-agente da polícia francesa, foi ouvido a gritar repetidamente “amo-vos” na sua língua materna, enquanto era conduzido por elementos da GNR desde uma carrinha até ao interior do edifício judicial. O comportamento da mãe das crianças também chamou a atenção, tendo esta entoado cânticos no momento em que chegou ao tribunal.
Comportamento dos suspeitos levanta dúvidas durante interrogatório judicial
Segundo informações recolhidas no local, o casal terá demonstrado dificuldades em colaborar com as autoridades desde as primeiras fases da investigação, recusando inicialmente prestar esclarecimentos detalhados sobre as circunstâncias do alegado abandono das crianças.
Após a detenção, os dois foram presentes ao Tribunal Judicial de Setúbal, onde foram sujeitos a um interrogatório prolongado que se estendeu por várias horas. Durante este período, os comportamentos considerados erráticos e emocionalmente instáveis por parte dos arguidos levaram a que o processo fosse conduzido com especial atenção por parte das autoridades judiciais.
Fontes próximas do processo indicam que a postura dos suspeitos poderá vir a ser alvo de avaliação complementar, nomeadamente no que respeita ao seu estado psicológico e à eventual influência deste nos factos em investigação.
À saída de uma das diligências, Marc Ballabriga voltou a chamar pelos filhos, gritando por três vezes “amo-vos”, num momento captado à chegada à carrinha da GNR.
Ministério Público pede prisão preventiva para os dois arguidos
Perante os elementos recolhidos até ao momento, o Ministério Público avançou com o pedido de aplicação da medida de coação mais gravosa, solicitando que o casal fique em prisão preventiva enquanto decorre o inquérito.
A decisão final sobre as medidas de coação deverá ser conhecida após a continuação do interrogatório judicial, previsto para este sábado. Nessa fase, o juiz de instrução criminal deverá avaliar os indícios existentes, o risco de fuga e a eventual perigosidade dos arguidos.
O caso está a ser acompanhado com especial atenção pelas autoridades, tendo em conta a idade das crianças envolvidas e as circunstâncias em que terão sido deixadas na via pública.
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Crianças encontradas na estrada entre Alcácer do Sal e Comporta
As duas crianças, irmãos com três e cinco anos, terão sido abandonadas na berma da estrada que liga Alcácer do Sal à zona da Comporta, numa zona de circulação rodoviária relativamente movimentada.
Após o alerta, as autoridades deslocaram-se rapidamente ao local e prestaram assistência às crianças, que foram retiradas da situação de perigo. Posteriormente, foram encaminhadas para proteção das entidades competentes, onde permanecem sob acompanhamento especializado.
As autoridades não divulgaram detalhes adicionais sobre o estado emocional ou físico das crianças, sublinhando apenas que estão sob proteção e afastadas do contexto familiar enquanto decorre a investigação.
Investigação procura esclarecer motivações e contexto do abandono
O Ministério Público está agora a tentar reconstruir a sequência dos acontecimentos que levaram ao alegado abandono das duas crianças, incluindo a eventual existência de conflitos familiares, problemas de saúde mental ou outras circunstâncias relevantes.
As autoridades judiciais estão igualmente a analisar as declarações prestadas pelos arguidos durante o interrogatório, bem como eventuais contradições nos relatos apresentados.
O comportamento exibido pelo casal à chegada ao tribunal, incluindo expressões emocionais intensas e momentos de aparente desorientação, tem sido referido como um dos elementos que poderão ser considerados na avaliação global do caso.
Decisão sobre medidas de coação poderá ser conhecida em breve
O interrogatório judicial deverá prosseguir este sábado no Tribunal Judicial de Setúbal, onde será decidido se o casal permanecerá em liberdade ou se será aplicada a prisão preventiva, conforme requerido pelo Ministério Público.
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Até lá, o caso continua em segredo de justiça quanto a vários pormenores, enquanto as autoridades prosseguem com a recolha de prova e testemunhos adicionais.
A situação mantém-se sob forte acompanhamento judicial, dada a gravidade das suspeitas e o impacto social do caso envolvendo duas crianças em idade muito precoce.


Tem que prender eles e abandonar eles na prisão.