Um casal de nacionais polacos foi condenado por tráfico de mulheres da Europa e exploração sexual no Reino Unido, utilizando os lucros para manter um estilo de vida luxuoso, anunciou o tribunal de Leeds. As vítimas eram atraídas com promessas de empregos legítimos, mas acabaram por ser forçadas a trabalhar como prostitutas, numa situação descrita pelas autoridades como escravidão moderna.

O caso, que envolveu uma investigação de mais de uma década, revelou a exploração sistemática de mulheres vulneráveis, a maioria provenientes da Polónia, algumas ainda menores de idade, evidenciando a gravidade e a extensão do crime.
PUBLICIDADE
Carro apreendido por falta de seguro? Cotação de seguro para veículos apreendidos pela polícia no Reino Unido por falta de seguro ou de documentação.
Mulheres enganadas e exploradas em regime de escravidão moderna
Wieslaw Michniewicz, de 53 anos, e a esposa, Aleksandra Timoszek, de 32 anos, residentes em Willow Avenue, Burley, atraíam mulheres com ofertas de emprego como empregadas de infantário ou funcionárias de lojas locais. No entanto, ao chegarem ao Reino Unido, eram informadas de que tinham dívidas a saldar e obrigadas a prestar serviços sexuais, trabalhando até 20 horas por dia, sete dias por semana.
A vítima mais jovem foi trazida para o país com 17 anos e foi colocada num bordel no dia seguinte ao seu 18.º aniversário. Todo o dinheiro obtido com a prostituição era entregue ao casal, que vivia de forma ostentosa, conduzindo carros de luxo como Porsche Panamera, Porsche Carrera e Audi R8, e acumulando grandes somas de dinheiro em casa.
Além do casal, Mariusz Seretny, primo de Michniewicz, e a esposa deste, Marta Seretny, residentes em Grange Close, Hunslet, tiveram um papel de apoio na exploração das mulheres, auxiliando no controlo e transporte das vítimas.
Investigação internacional culmina em condenações
A investigação, conduzida pela West Yorkshire Police ao longo de dez anos, identificou 14 vítimas com idades entre 17 e 31 anos. Algumas mulheres foram enviadas de volta à Polónia por não se enquadrarem no esquema, enquanto outras suspeitaram da fraude e recusaram viajar.

Durante a operação, os agentes apreenderam três carros de luxo e £16.000 em dinheiro, além de registos manuscritos detalhando os lucros gerados e as dívidas atribuídas a cada vítima, que totalizavam cerca de £170.000. Imagens de CCTV demonstraram o transporte diário das vítimas, reforçando a natureza organizada e sistemática do esquema de exploração.
Após serem extraditados para o Reino Unido, todos os quatro réus foram julgados no Leeds Crown Court. Wieslaw Michniewicz foi condenado a 15 anos de prisão e Aleksandra Timoszek a sete anos e meio. Mariusz Seretny foi sentenciado a cinco anos de cadeia, enquanto Marta Seretny recebeu uma ordem comunitária de 12 meses, incluindo 80 horas de trabalho não remunerado e cinco dias de programas de reabilitação.
Autoridades destacam importância da denúncia e cooperação internacional
A Detective Superintendente Helen Steele salientou: “Os crimes de escravidão moderna são profundamente abomináveis. Este é um crime muitas vezes escondido à vista de todos, e apelamos ao público para que denuncie qualquer suspeita de exploração imediatamente.”
PUBLICIDADE
Conduz no Reino Unido? Compare preços de seguros de mais de 100 seguradoras em menos de 3 minutos no portal de comparação de seguros Icompare4u.
O caso evidencia ainda a relevância da cooperação internacional entre polícias e organismos como a Europol, que permitiu proteger as vítimas, muitas das quais regressaram à Polónia, e assegurar que os responsáveis fossem responsabilizados legalmente.
Este julgamento reforça a necessidade de vigilância constante sobre redes de tráfico humano e exploração sexual, demonstrando que mesmo crimes altamente organizados podem ser desmantelados com investigação persistente e colaboração transnacional.

