Os utilizadores do metro de Londres preparam-se para uma nova vaga de perturbações esta semana, após o fracasso das negociações entre o sindicato Rail, Maritime and Transport (RMT) e a Transport for London (TfL). O impasse está relacionado com a proposta de alteração dos horários de trabalho dos maquinistas do Underground.

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As paralisações deverão afetar milhares de passageiros e provocar fortes constrangimentos na rede de transportes da capital britânica, sobretudo em algumas das linhas mais movimentadas.
Greves no metro de Londres vão decorrer em dois períodos distintos
A primeira paralisação está marcada para começar às 12h00 de terça-feira, 19 de maio, prolongando-se até ao meio-dia de quarta-feira, 20 de maio. Já a segunda greve terá início às 12h00 de quinta-feira, 21 de maio, terminando ao meio-dia de sexta-feira, 22 de maio.
Durante os períodos de greve, as linhas Circle e Piccadilly estarão totalmente suspensas. A linha Central também sofrerá interrupções no troço entre White City e Liverpool Street.
Apesar de as restantes linhas continuarem em funcionamento, a TfL alerta para serviços menos frequentes e carruagens mais cheias do que o habitual. Além disso, são esperados atrasos e alterações nos níveis de serviço em diferentes zonas da cidade.
Os serviços da Elizabeth Line, DLR, London Overground e os elétricos não serão diretamente afetados pelas greves. Ainda assim, a procura nestes meios de transporte deverá aumentar significativamente devido à redução da oferta no metro.
Disputa centra-se na proposta de semana de trabalho de quatro dias
A origem do conflito está na proposta da TfL de condensar a semana laboral de cinco dias em quatro dias de trabalho, através de turnos mais longos.
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O sindicato RMT considera que a medida poderá ter consequências negativas para o bem-estar e segurança dos trabalhadores. Segundo Jared Wood, responsável do sindicato em Londres, um maquinista poderá, em teoria, iniciar funções às 03h45 da manhã, conduzir durante cinco horas, fazer uma pausa de apenas 30 minutos e regressar ao trabalho, podendo cumprir turnos até um máximo de 9,5 horas.
A TfL rejeita as críticas e garante que não irá implementar medidas que comprometam a segurança operacional. A entidade afirma ainda que o novo modelo pretende melhorar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, sublinhando que a adesão ao regime de quatro dias seria voluntária.
Claire Mann, diretora de operações da TfL, lamentou a decisão do sindicato de avançar com a greve, defendendo que a maioria das questões levantadas poderia ser resolvida através de novas discussões técnicas.
A responsável acrescentou ainda que vários maquinistas demonstraram interesse na implementação de um projeto-piloto deste modelo na linha Bakerloo. Segundo a TfL, a proposta já foi aceite pela Aslef, o outro sindicato representativo dos condutores do metro londrino.
Passageiros são aconselhados a planear viagens com antecedência
Face às limitações previstas, a TfL recomenda aos passageiros que verifiquem o estado das linhas antes de viajar e reservem mais tempo para os seus trajetos.
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As autoridades esperam elevados níveis de procura nos serviços alternativos, especialmente durante as horas de ponta, pelo que os utilizadores poderão enfrentar estações congestionadas e tempos de espera superiores ao habitual.

