Vários passageiros britânicos viveram momentos de grande tensão no aeroporto de Milão-Linate, em Itália, após enfrentarem filas de várias horas no controlo de fronteiras, o que resultou em desmaios, vómitos e perda de voos.

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O incidente ocorreu no domingo e afetou cerca de 100 passageiros de um voo da easyJet com destino ao Reino Unido. Segundo relatos, apenas cerca de 30 pessoas conseguiram embarcar a tempo, enquanto dezenas ficaram retidas no terminal e acabaram por perder o avião.
Uma das passageiras, uma jovem de 17 anos, descreveu uma espera caótica, referindo que chegou ao aeroporto com várias horas de antecedência, mas acabou por não conseguir embarcar. Quando chegou à frente da fila, foi informada de que o voo já tinha partido. Outros passageiros relataram ainda sintomas de mal-estar, incluindo vómitos e desmaios, devido à longa espera e às condições no local.
@will_scott_23 Absolutely shocking scenes in Milan Linate airport today 12/04/26. Had waited in a queue for 2 hours just to get to our gate when we were told that the flight had taken off without us. There were over 150 people not on that plane and less than 40 got onto it. Still stuck in Italy unsure wether we will get compensation for the hotel and new flight we’ve had to book. #easyjet #milanlinate #travelling #biometric #biometricpassport ♬ original sound – Will
Novo sistema europeu de controlo de fronteiras gera constrangimentos
Os atrasos estão associados à implementação do EU Entry/Exit System, que entrou recentemente em funcionamento e exige que cidadãos de países terceiros, incluindo o Reino Unido, realizem registo biométrico com recolha de impressões digitais e fotografias ao entrar no espaço Schengen.
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Este novo procedimento substitui o tradicional carimbo manual nos passaportes, mas tem sido alvo de críticas devido ao aumento do tempo de espera nos aeroportos. O governo britânico já tinha alertado para possíveis atrasos durante a fase de implementação.
A easyJet classificou os constrangimentos como “inaceitáveis” e afirmou ter tentado minimizar o impacto, incluindo o atraso do próprio voo em cerca de 52 minutos para permitir que mais passageiros conseguissem embarcar. Ainda assim, a companhia aérea sublinhou que a situação estava fora do seu controlo.
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Alguns passageiros relataram dificuldades adicionais após o incidente, incluindo necessidade de reorganizar viagens, reservar novos voos e alojamentos, com custos significativos. A compensação oferecida pela companhia foi considerada insuficiente por vários dos afetados, aumentando a frustração geral perante o episódio.

