A morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, líder do poderoso e temido cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), desencadeou uma onda de violência em pelo menos 20 estados mexicanos. O líder, considerado o criminoso mais procurado do México, foi morto na manhã de domingo, pouco depois de ser capturado por forças especiais mexicanas em Tapalpa, no estado de Jalisco.

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Durante a operação, El Mencho sofreu ferimentos graves numa troca de tiros com os seus seguranças e acabou por falecer enquanto era transportado para a Cidade do México. Pelo menos seis dos seus guarda-costas também perderam a vida e três militares ficaram feridos, de acordo com o Ministério da Defesa do México.
Em resposta à morte do líder, membros do CJNG incendiaram estabelecimentos comerciais, bancos e veículos, bloquearam estradas com pregos e objectos cortantes, e espalharam o pânico em diversas cidades, incluindo Guadalajara e o resort turístico de Puerto Vallarta.

Impacto nas cidades e turistas
Em Puerto Vallarta, conhecida praia do Pacífico mexicano, turistas foram instruídos a permanecer nos seus alojamentos enquanto vídeos mostravam carros em chamas e fumo negro a subir pelos bairros. Cerca de 300 visitantes ficaram retidos no aeroporto da cidade devido ao cancelamento de voos, sendo posteriormente transferidos para o centro da cidade com escolta policial.
No aeroporto de Guadalajara, viajantes correram e se agacharam em pânico após ouvirem disparos vindos da estrada próxima. Autoridades locais pediram à população para permanecer em casa, levando muitas ruas a ficarem desertas.
O Departamento de Estado dos EUA recomendou que seus nacionais se mantivessem em segurança nos estados de Jalisco, Baja California, Quintana Roo, Guanajuato, Guerrero, Michoacán, Oaxaca, Nuevo León e Tamaulipas.
Operação militar e cooperação internacional
A captura e subsequente morte de El Mencho foram realizadas pelo Exército Mexicano, com apoio da Guarda Nacional e da Força Aérea, utilizando informações fornecidas pelos Estados Unidos. A operação visava desmantelar um dos principais traficantes de fentanil com ligação aos EUA, sendo que Washington oferecia uma recompensa de 15 milhões de dólares por informações que levassem à sua detenção.
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O presidente mexicano, Claudia Sheinbaum, apelou à calma e elogiou a ação das forças de segurança. Paralelamente, 25 pessoas foram detidas por participação em actos violentos ou saques durante a onda de retaliação.
Especialistas, como Mike Vigil, antigo responsável pelas operações internacionais da DEA, classificaram a operação como “uma das ações mais significativas na história do combate ao tráfico de drogas”.

