Um tripulante britânico com suspeita de infeção por hantavírus foi evacuado do navio de cruzeiro MV Hondius, no âmbito do surto que já provocou três mortes a bordo. A informação foi confirmada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que acompanha a situação em coordenação com várias autoridades internacionais.

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O tripulante britânico, juntamente com um colega neerlandês e outro passageiro, foi retirado do navio de bandeira neerlandesa na quarta-feira para receber tratamento médico nos Países Baixos. A embarcação segue atualmente em direção às Ilhas Canárias, apesar da oposição do governo regional à sua atracagem em Tenerife.
A bordo do MV Hondius encontram-se cerca de 150 pessoas, incluindo 19 passageiros britânicos e quatro membros britânicos da tripulação. O navio partiu da Argentina rumo a Cabo Verde há mais de um mês, antes de ser identificado o surto de hantavírus.
Fernando Clavijo, presidente do governo regional das Canárias, afirmou que a decisão de rejeitar a atracagem se deve à falta de garantias de segurança pública.
“Não existe informação suficiente que tranquilize a população nem que garanta a sua segurança”, declarou à rádio espanhola COPE.
Clavijo pediu ainda uma reunião urgente com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, para discutir a situação.
Reino Unido intensifica esforços para repatriar cidadãos britânicos
O Governo britânico está a acelerar os esforços diplomáticos e sanitários para garantir o regresso seguro dos cidadãos britânicos que permanecem no navio. Equipas do Ministério dos Negócios Estrangeiros têm mantido contacto direto com os passageiros por telefone e correio eletrónico, enquanto decorrem negociações com as autoridades espanholas, neerlandesas e cabo-verdianas.
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Segundo fontes oficiais, o Reino Unido está também a planear operações de evacuação médica e repatriamento em coordenação com a Agência de Segurança Sanitária britânica.
My thoughts are with those affected by the hantavirus outbreak onboard the MV Hondius.
— Keir Starmer (@Keir_Starmer) May 5, 2026
We are working closely with international partners to support British nationals on board and we’re putting plans in place for their safe onward travel.
The risk to the wider public remains…
Na terça-feira, dois membros da tripulação — incluindo o médico britânico do navio — foram evacuados de urgência para as Canárias através de um avião hospitalar. Uma terceira pessoa relacionada com um cidadão alemão falecido também foi retirada da embarcação.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que os doentes evacuados estão a receber acompanhamento médico especializado nos Países Baixos.
A OMS revelou ainda que os passageiros permanecem confinados às cabinas enquanto decorrem operações de desinfeção e outras medidas de saúde pública.
OMS considera risco reduzido para a população em geral
Apesar da gravidade do surto a bordo, a Organização Mundial da Saúde sublinha que o risco para a população em geral continua a ser reduzido.
O hantavírus é transmitido sobretudo através do contacto com excrementos ou urina de roedores, como ratos e ratazanas. No entanto, a OMS admite que, neste caso, possa ter ocorrido transmissão entre pessoas em “contactos muito próximos” dentro do navio.
As autoridades espanholas justificaram a necessidade de assistência humanitária alegando que Cabo Verde não dispõe dos meios necessários para gerir a operação médica e logística.
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A operadora Oceanwide Expeditions informou que continua em contacto permanente com as autoridades competentes para definir o local exato de chegada do navio, os procedimentos de quarentena e rastreio sanitário, bem como o calendário para o regresso dos passageiros aos respetivos países.
Neste momento, permanece incerto se o MV Hondius será autorizado a atracar nas Canárias ou se será necessário encontrar uma alternativa para desembarcar os passageiros e tripulantes em segurança.

