Um cidadão britânico, na casa dos 60 anos, foi detido pelas autoridades italianas num bar em Milão, apesar de estar sujeito a quarentena obrigatória devido ao risco de exposição ao hantavírus. O homem encontrava-se acompanhado por outra pessoa e ambos foram posteriormente encaminhados para o Hospital Sacco, referência no tratamento de doenças infecciosas em Itália.

As autoridades sanitárias determinaram que os dois deveriam permanecer isolados até ao dia 6 de Junho, cumprindo um período de quarentena de 42 dias relacionado com um surto da doença associado ao navio de cruzeiro MV Hondius.
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O britânico esteve no mesmo voo que Mirjam Schilperoord, de 69 anos, que morreu depois de viajar da ilha de Santa Helena para Joanesburgo após contrair o vírus. A vítima era esposa de Leo Schilperoord, de 70 anos, considerado o primeiro caso fatal relacionado com o surto.
Segundo as investigações, Leo Schilperoord terá sido exposto ao vírus durante uma actividade de observação de aves num depósito de lixo localizado numa ilha remota da Argentina, durante a viagem a bordo do MV Hondius.
Surto de hantavírus já provocou mortes e vários casos confirmados
Até ao momento, foram registados 11 casos associados ao surto no cruzeiro, nove dos quais já confirmados pelas autoridades de saúde. Pelo menos três pessoas morreram e uma mulher francesa permanece em estado crítico, ligada a um pulmão artificial.
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Médicos envolvidos no tratamento afirmaram que o equipamento representa a última fase de suporte intensivo para manter a paciente viva.
Especialistas internacionais acompanham com preocupação a evolução do surto, sobretudo devido ao longo período de incubação do vírus, que pode durar até oito semanas.
Organização Mundial da Saúde admite possibilidade de novos casos
O director-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou que novos casos de hantavírus poderão surgir nas próximas semanas.
Apesar disso, o responsável garantiu que não existem sinais de uma possível pandemia neste momento. Segundo Tedros, o cenário poderá evoluir devido ao período prolongado de incubação associado ao vírus identificado no surto.
“O contexto pode mudar”, afirmou durante uma conferência em Madrid, acrescentando que as autoridades continuam a monitorizar a situação internacional.
Cientistas afirmam que vírus não apresenta alterações conhecidas
O hantavírus continua a ser alvo de investigação científica, já que ainda existem dúvidas sobre a forma exacta de transmissão, a sobrevivência do vírus fora do hospedeiro e as razões pelas quais algumas pessoas desenvolvem sintomas graves enquanto outras apresentam quadros ligeiros.
O vírus é geralmente transmitido através do contacto com excrementos de roedores infectados. A variante Andes, identificada no surto do cruzeiro, é uma das poucas formas do hantavírus que poderá, em situações raras, ser transmitida entre seres humanos.
O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças informou que o genoma do vírus já foi totalmente sequenciado. Segundo especialistas europeus, não existem indícios de que a actual variante apresente maior transmissibilidade ou gravidade em comparação com outras estirpes conhecidas.
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Andreas Hoefer, responsável pela coordenação operacional dos laboratórios de referência da União Europeia para saúde pública, afirmou que os dados disponíveis não apontam para o surgimento de um novo vírus.
Actualmente, não existe tratamento específico nem cura para o hantavírus, embora o diagnóstico precoce e os cuidados médicos intensivos possam aumentar significativamente as hipóteses de sobrevivência dos pacientes infectados.


O COVID parte II, demorado, mas sem falta! era a cerejinha do bolo.