Uma antiga aluna de um colégio privado britânico em Hertfordshire encontra-se entre os desaparecidos após o incêndio mortal na discoteca Le Constellation, em Crans-Montana, na Suíça, na véspera de Ano Novo. Charlotte Niddam, de 15 anos, frequentou o Immanuel College e não foi localizada desde o trágico incidente, que já provocou pelo menos 40 mortos e ferimentos a dezenas de pessoas.

Em comunicado, a escola afirmou:
“Estamos a apelar à nossa comunidade escolar para se unir em apoio a Charlotte Niddam. As famílias pedem que todos mantenham Charlotte e os outros desaparecidos nas suas orações durante este momento extremamente difícil. Todos esperamos um milagre para Charlotte e os demais, sentindo o apoio total da comunidade do Immanuel College.”
Uma investigação inicial indica que o incêndio terá sido causado por velas ou faíscas colocadas no topo de garrafas de champanhe, que entraram em contacto com o teto de madeira, originando um fenómeno conhecido como flashover, no qual o fogo se propaga de forma extremamente rápida. Imagens captadas no rés-do-chão da discoteca mostram funcionárias a transportar garrafas com velas acesas momentos antes de as chamas se alastrarem.
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Relatos de sobreviventes e cenas de pânico
Testemunhas descreveram momentos de terror no interior do estabelecimento. Pessoas tentaram fugir pelo estreito corredor de escadas e por portas pequenas, criando aglomerações que dificultaram a evacuação. Axel Clavier, um jovem de 16 anos que conseguiu escapar, explicou à agência Associated Press que “duas ou três” das suas amigas permanecem desaparecidas, e que uma das razões do incêndio foram garrafas com velas que chegaram demasiado perto do teto, causando a propagação imediata das chamas.
Outras testemunhas afirmaram que um barman levantou uma colega de trabalho enquanto esta segurava uma vela em cima de uma garrafa, acelerando a propagação do fogo e levando ao colapso do teto de madeira. O pânico gerado provocou uma onda de multidão, aumentando ainda mais o risco para os presentes.
Investigação criminal e medidas legais
O procurador-geral suíço, Beatrice Pilloud, confirmou que o serviço de acusação está a conduzir uma investigação completa e “não poupará esforços para determinar as circunstâncias deste trágico evento”. Estão a ser ouvidos os dois gerentes franceses de Le Constellation, com o objetivo de apurar se houve responsabilidade criminal, incluindo negligência, homicídio involuntário ou ferimentos por negligência.

Pierre-Antoine Lengen, chefe da Polícia Judicial Suíça, reforçou que identificar as vítimas é a prioridade absoluta, mobilizando quase todas as forças policiais cantonais. As equipas de socorro continuam a procurar desaparecidos enquanto familiares e amigos aguardam notícias sobre os jovens que permanecem em risco, incluindo Charlotte Niddam.
Impacto internacional e segurança em locais de entretenimento
O incêndio em Le Constellation teve repercussão internacional, não apenas pelo elevado número de vítimas, mas também pela presença de estudantes estrangeiros entre os desaparecidos. Autoridades e especialistas em segurança de locais de entretenimento alertam para a necessidade de medidas rigorosas na manipulação de fogo ou velas em estabelecimentos fechados, reforço de saídas de emergência e planos de evacuação claros.
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A tragédia ressalta os riscos de eventos de grande lotação sem supervisão adequada de segurança e chama a atenção para a importância da formação de funcionários e gestores sobre protocolos de emergência. Ao mesmo tempo, a comunidade escolar e familiar permanece unida, prestando apoio às famílias afetadas e acompanhando de perto as investigações e esforços de resgate.

