Bilionário Justin Sun acusa empresa cripto de Trump de extorsão

O empresário e bilionário do setor das criptomoedas Justin Sun avançou com um processo contra a World Liberty Financial, uma empresa de ativos digitais associada à família do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em causa estão alegações de um “esquema ilegal” de extorsão relacionado com a gestão dos tokens WLFI.

Justin Sun
Bilionário Justin Sun acusa empresa cripto de Trump de extorsão © Kim Hong-Ji/Reuters

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Segundo a queixa apresentada num tribunal federal em São Francisco, Sun afirma que a empresa bloqueou a totalidade dos seus tokens e retirou-lhe o direito de voto em decisões de governance. O investidor alega ainda que a World Liberty Financial ameaçou “destruir permanentemente” os seus ativos através de um processo de “burning”, sem qualquer justificação válida.

Sun, fundador da plataforma cripto TRON, afirma ter investido cerca de 45 milhões de dólares no projeto e que, em determinados momentos, os seus tokens terão atingido um valor superior a mil milhões de dólares. O empresário sustenta que as promessas iniciais da empresa sobre a possibilidade de negociação futura dos tokens terão sido “enganosas e falsas”.

World Liberty Financial nega irregularidades e fala em “alegações infundadas”

A World Liberty Financial rejeitou as acusações, classificando-as como infundadas. Em resposta pública, a empresa afirmou que Justin Sun está a “fazer-se de vítima” para desviar atenções de alegadas condutas impróprias da sua parte.

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Zach Witkoff, cofundador da empresa, descreveu o processo como uma tentativa “desesperada” de Sun para desviar o foco das suas próprias ações, garantindo que as acusações não têm fundamento e que a empresa pretende ver o caso arquivado rapidamente.

Também Eric Trump comentou o caso, criticando a ação judicial e associando-a a outros episódios mediáticos envolvendo o investidor, numa referência irónica a anteriores compras de arte por Sun.

Tensão no mercado cripto e impacto nas ligações políticas e empresariais

O caso surge num contexto de elevada volatilidade no mercado das criptomoedas ligadas à World Liberty Financial, cujo token WLFI registou uma forte desvalorização nos últimos meses, passando de cerca de 31 cêntimos para menos de 8 cêntimos.

Justin Sun, que também já investiu em produtos associados a Donald Trump, incluindo memecoins, afirma que o seu apoio ao projeto esteve ligado tanto ao potencial financeiro como à proximidade com a família Trump e à sua defesa pública das criptomoedas.

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Paralelamente, o caso acrescenta pressão sobre o ecossistema cripto ligado a figuras políticas norte-americanas, num momento em que outras investigações e movimentos regulatórios envolvendo o setor têm vindo a ser acompanhados de perto pelas autoridades e pelo mercado.

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