Barron Trump intervém em agressão em Londres

Uma mulher afirmou em tribunal, em Londres, que a sua vida foi salva graças à intervenção de Barron Trump, filho mais novo do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O jovem terá contactado de imediato as autoridades britânicas depois de assistir, através de uma chamada FaceTime, a um alegado ataque violento cometido pelo ex-namorado da vítima.

Barron Trump
Barron Trump intervém em agressão em Londres © Getty

O caso está a ser julgado no tribunal de Snaresbrook Crown Court, onde os jurados ouviram a gravação da chamada feita para o número de emergência 999. Embora Barron Trump não se tenha identificado pelo nome, explicou ao operador que tinha acabado de receber uma chamada de uma jovem que estava a ser agredida. Forneceu ainda a morada da vítima e insistiu na urgência da situação, sublinhando que se tratava de um ataque em curso.

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Quando a polícia chegou ao local, os agentes informaram a mulher de que a chamada de alerta tinha sido feita a partir dos Estados Unidos. A vítima confirmou então que mantinha uma amizade com Barron Trump e que estava em contacto com ele no momento em que a agressão ocorreu.

Alegada agressão motivada por ciúmes

Segundo a acusação, o arguido, Matvei Rumiantsev, de 22 anos, de nacionalidade russa, terá agredido a mulher devido a ciúmes relacionados com a sua amizade com Barron Trump. O tribunal ouviu que o jovem ficou enfurecido depois de ter tentado contactar a vítima sem sucesso, antes de esta atender uma chamada de vídeo do filho do ex-presidente norte-americano.

Durante essa chamada, Rumiantsev terá forçado a câmara do telemóvel a mostrar o rosto da mulher a Barron Trump, antes de a agarrar pelos cabelos e a empurrar para o chão, proferindo insultos. A vítima afirmou que foi estrangulada, pontapeada no abdómen e alvo de linguagem degradante enquanto se encontrava caída no chão.

Barron Trump relatou posteriormente à polícia que, ao atender a chamada, esperava uma conversa normal, mas apenas conseguiu ver o tecto e ouvir gritos. Disse ter observado brevemente a cabeça de um homem no ecrã, antes de a imagem mostrar a jovem a chorar enquanto era agredida. Perante a situação, optou por não voltar a ligar para o agressor, considerando que isso poderia agravar o perigo.

Acusações graves e versões contraditórias em tribunal

A mulher, que não pode ser identificada por motivos legais, afirmou ainda que Rumiantsev a violou em duas ocasiões: uma em novembro do ano anterior e outra poucas horas antes do ataque ocorrido de madrugada. Meses depois, denunciou os factos à polícia.

 Barron Trump
Acusações graves e versões contraditórias em tribunal © Getty

O arguido, residente em Poplar, no leste de Londres, nega todas as acusações, incluindo agressão com lesões corporais, violação, estrangulamento intencional e tentativa de obstrução à justiça, alegadamente por pressionar a vítima a retirar as queixas.

A defesa classificou o testemunho da mulher como uma “fabricação completa”, sugerindo que Rumiantsev apenas a terá imobilizado após esta se tornar agressiva. Contestou igualmente a ideia de que a chamada de Barron Trump tenha sido determinante para salvar a sua vida.

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Apesar disso, a vítima manteve a sua versão perante o tribunal, afirmando que a intervenção do jovem foi crucial. Disse que estava de joelhos a implorar quando conseguiu atender a chamada e que esse contacto lhe deu força para reagir. “Ele ajudou a salvar a minha vida. Aquela chamada foi como um sinal de Deus naquele momento”, declarou.

O julgamento prossegue, com o tribunal a analisar os depoimentos, as gravações das chamadas de emergência e as imagens captadas pelas câmaras corporais da polícia.

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