Avião de combate dos EUA abate drone iraniano em legítima defesa

Na terça-feira, 31 de janeiro, um avião de combate F-35 da Marinha dos Estados Unidos abateu um drone iraniano Shahed-139 que se aproximava agressivamente do porta-aviões USS Abraham Lincoln, localizado no mar Arábico. O ataque ocorreu a cerca de 800 quilómetros da costa sul do Irão, em águas internacionais, e foi classificado pelas autoridades norte-americanas como uma ação de legítima defesa.

 convés de voo e a superestrutura do porta-aviões USS Abraham Lincoln
Avião de combate dos EUA abate drone iraniano em legítima defesa © MC1 Brian M. Wilbur

Detalhes do incidente e medidas de desescalada

De acordo com o Capitão Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central dos EUA, o drone iraniano foi avistado a manobrar de forma provocadora em direção ao porta-aviões, apesar das tentativas de desescalada feitas pelas forças americanas.

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“O drone continuou a sua aproximação, ignorando as medidas de redução de tensões, o que levou a Marinha dos Estados Unidos a tomar a decisão de neutralizar a ameaça”, explicou Hawkins.

O drone foi abatido pelo F-35C do Abraham Lincoln, que estava em missão no local. O incidente não causou feridos nem danos a equipamentos militares norte-americanos. Em resposta, o Capitão Hawkins reafirmou que a Marinha dos EUA “não tolerará provocações ou ameaças em águas internacionais e no espaço aéreo”.

Tensão crescente no estreito de Ormuz e entre EUA e Irão

Este episódio ocorre no contexto de uma crescente tensão entre os Estados Unidos e o Irão, que se intensificou após a repressão violenta de protestos no país, ocorrida no final de 2022. Horas após o abate do drone, um novo incidente teve lugar no estreito de Ormuz, onde forças da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão tentaram apreender um navio mercante com bandeira dos EUA. A situação foi controlada com o apoio de um destróier e da Força Aérea dos Estados Unidos.

O aumento das hostilidades tem sido alimentado por questões nucleares e pela repressão interna no Irão, que resultaram na morte de mais de 6.800 pessoas, segundo a Human Rights Activists News Agency. O governo dos EUA, liderado pelo presidente Joe Biden, tem mostrado preocupação com a escalada da violência e ameaça intervir militarmente caso a situação se agrave ainda mais.

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Este incidente faz parte de um reforço militar dos EUA na região, com o USS Abraham Lincoln a desempenhar um papel crucial em operações de dissuasão contra o Irão. A Marinha dos Estados Unidos tem deixado claro que continuará a proteger as suas embarcações e pessoal, mantendo a sua presença na região como uma forma de garantir a segurança e estabilidade no Golfo Pérsico e nas águas internacionais.

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