Cerca de 150 pessoas ficaram feridas após um ataque de abelhas africanizadas — frequentemente designadas como “abelhas assassinas” — durante uma procissão religiosa na cidade de Penonomé, no centro do Panamá.

O incidente ocorreu no decurso da Via Sacra, uma celebração tradicional associada à Sexta-feira Santa, que recria simbolicamente o percurso de Jesus Cristo até à crucificação.
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Segundo informações avançadas pelas autoridades locais, cerca de 50 pessoas necessitaram de assistência hospitalar, na sequência de múltiplas picadas. Entre os feridos encontra-se o sacerdote responsável por conduzir a cerimónia religiosa.
O ataque gerou momentos de pânico entre os participantes, levando à dispersão imediata da multidão. Equipas de emergência foram rapidamente mobilizadas para o local, com os bombeiros e serviços médicos a prestarem socorro às vítimas. Imagens divulgadas pelas autoridades mostram várias viaturas de emergência posicionadas em ruas residenciais da cidade.
Até ao momento, não foi possível determinar com exatidão o que desencadeou o comportamento agressivo do enxame.
Condições ambientais e época do ano favorecem ataques
Especialistas apontam que este tipo de incidente tende a ocorrer com maior frequência entre os meses de janeiro e abril, período caracterizado por temperaturas elevadas e menor disponibilidade de alimento para as abelhas.
Estas condições podem aumentar os níveis de stress das colónias, tornando-as mais reativas a estímulos externos. Qualquer perturbação próxima do ninho pode ser interpretada como ameaça, desencadeando ataques em massa.
O caso registado em Penonomé insere-se numa tendência mais ampla na região. Dados de meios locais indicam que mais de 1.800 ataques semelhantes foram reportados apenas nos primeiros meses do ano, evidenciando um aumento significativo da atividade agressiva destas abelhas.
Comportamento coletivo aumenta risco das abelhas africanizadas
Apesar da reputação associada ao nome “abelhas assassinas”, especialistas sublinham que uma única abelha africanizada não apresenta maior toxicidade do que outras espécies de abelhas melíferas.
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O principal fator de risco reside no comportamento coletivo destas colónias. Quando ameaçadas, as abelhas africanizadas podem mobilizar praticamente toda a colónia, formando enxames que podem atingir entre centenas de milhares e centenas de milhares de indivíduos.
Cada picada liberta feromonas que funcionam como sinal de alarme, atraindo mais abelhas para o local e intensificando o ataque. Este efeito em cadeia pode resultar num elevado número de picadas em pouco tempo.
Estima-se que cerca de mil picadas possam ser suficientes para colocar em risco a vida de um adulto, especialmente em casos de reações alérgicas ou ausência de assistência médica imediata.
Autoridades apelam à prevenção e cautela
Face ao aumento deste tipo de incidentes, as autoridades locais reforçam a importância de medidas preventivas, nomeadamente evitar aproximação a colónias de abelhas e manter distância de áreas onde se verifique atividade anormal destes insetos.
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Em caso de ataque, especialistas recomendam procurar abrigo imediato em locais fechados e evitar movimentos bruscos que possam intensificar a reação do enxame.
O episódio ocorrido durante a celebração religiosa em Penonomé destaca os riscos associados à presença de abelhas africanizadas em zonas urbanas e reforça a necessidade de vigilância e resposta rápida por parte das autoridades competentes.

