O assassino britânico Ian Huntley encontra-se em estado crítico após ter sido brutalmente agredido dentro da prisão de alta segurança HMP Frankland, no Reino Unido. Segundo informações divulgadas por fontes ligadas ao sistema prisional, Huntley terá ficado com danos cerebrais graves e sem expectativa de sobrevivência após o ataque ocorrido na semana passada.

O recluso, que cumpre pena de prisão perpétua pelos assassinatos das crianças Holly Wells e Jessica Chapman em 2003, foi alegadamente espancado com uma barra metálica dentro de uma oficina de gestão de resíduos da unidade prisional. Fontes indicam ainda que o agressor o terá deixado cego devido à violência das agressões.
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As autoridades prisionais abriram uma investigação para apurar as circunstâncias do incidente, considerado um dos ataques mais graves ocorridos recentemente dentro da prisão.
Suspeito do ataque cumpre pena de prisão perpétua
O principal suspeito da agressão é Anthony Russell, de 43 anos, um criminoso condenado por homicídio e violação, que também cumpre uma pena de prisão perpétua sem possibilidade de libertação.
De acordo com um antigo guarda prisional que trabalhou nas alas de segurança máxima da unidade, ataques contra reclusos famosos nem sempre são motivados por um desejo de “justiça”. Segundo explicou, muitas agressões dentro das prisões são cometidas para ganhar notoriedade entre os restantes detidos ou para afirmar posição dentro da hierarquia informal existente nas cadeias.
O ex-agente afirmou que o caso de Huntley não é isolado e que o assassino já foi alvo de várias agressões ao longo dos anos enquanto cumpre a sua pena.
Histórico de ataques dentro da prisão
Desde que foi condenado em 2003, Huntley tem sido classificado pelas autoridades prisionais como “prisioneiro vulnerável”, estatuto atribuído a detidos cujos crimes tiveram grande impacto mediático ou envolvem crimes sexuais graves ou terrorismo. Por essa razão, permanece separado da maioria da população prisional.
Apesar dessas medidas de proteção, o recluso tem sido repetidamente alvo de ataques. Em 2010, por exemplo, o assaltante Damien Fowkes feriu Huntley no pescoço com uma arma improvisada, provocando um corte profundo de cerca de 18 centímetros que obrigou a 21 pontos de sutura.
Noutra ocasião, um detido lançou líquido de limpeza concentrado contra os seus olhos, causando lesões que o obrigaram a usar óculos escuros durante algum tempo para esconder as cicatrizes.
Ambiente de tensão nas prisões de segurança máxima
Segundo o antigo agente prisional, muitos ataques em estabelecimentos de segurança máxima não estão diretamente relacionados com os crimes cometidos pelos detidos. Em vez disso, podem resultar de conflitos triviais, disputas internas ou simplesmente do desejo de ganhar reputação dentro da prisão.
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De acordo com o mesmo testemunho, alguns confrontos começam por motivos aparentemente insignificantes, como discussões sobre tarefas diárias ou utilização de equipamentos comuns, mas acabam por escalar rapidamente devido ao ambiente de tensão constante.
As autoridades britânicas continuam a investigar o incidente ocorrido em HMP Frankland, enquanto o estado de saúde de Ian Huntley permanece extremamente grave.

