Uma loja de cartas colecionáveis foi alvo de um assalto violento na cidade de Gloucester, no Reino Unido, resultando no roubo de cerca de 30 mil libras em cartas, incluindo itens raros de Pokémon e Magic: The Gathering.

Imagens de videovigilância mostram três assaltantes encapuzados, usando balaclavas, a invadirem a loja Full Fire TCG nas primeiras horas do dia 21 de fevereiro. Um dos indivíduos utilizou uma alavanca para partir uma porta e uma janela, conseguindo aceder ao interior do espaço, localizado na zona das docas da cidade.
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Segundo o proprietário, Ben Powell, de 34 anos, os assaltantes esvaziaram vitrinas e levaram perto de mil cartas, algumas com elevado valor de mercado. “São altamente colecionáveis e extremamente valiosas, podendo variar de algumas libras a milhares”, explicou, sublinhando que parte do material roubado incluía peças difíceis de substituir no mercado.
O empresário revelou ainda que o crime ocorreu de forma rápida e coordenada, sugerindo algum grau de planeamento por parte dos assaltantes, que aparentavam saber exatamente onde estavam os artigos de maior valor.
Impacto financeiro e receio de novos crimes afetam negócio local
O alerta para o crime surgiu quando o proprietário acordou, por volta das 8h, e encontrou várias notificações das câmaras de segurança. “Vi três indivíduos a invadir a loja por volta das 5h. Pensei que estava a ter um pesadelo”, relatou.
Ao dirigir-se ao local, após contactar a Gloucestershire Police, encontrou o espaço completamente vandalizado. “Havia desordem por todo o lado. É uma perda significativa e vai afetar o negócio”, afirmou, visivelmente abalado com a situação.
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Para além do prejuízo financeiro direto, o impacto psicológico também tem sido significativo. O proprietário admitiu que, desde o incidente, passou a acordar durante a madrugada para verificar as câmaras de segurança. “Agora acordo às 5h para confirmar se está tudo bem. Isto mudou completamente a forma como operamos”, disse.
Apesar das dificuldades, o responsável garantiu que pretende manter a atividade da loja, ainda que com alterações importantes. Entre as medidas previstas está a decisão de deixar de comercializar cartas de elevado valor no espaço físico, optando por reduzir a exposição a possíveis crimes semelhantes.
Crescente onda de roubos de cartas Pokémon preocupa comerciantes
O caso não é isolado e reflete uma tendência crescente de crimes associados a artigos colecionáveis no Reino Unido. Nos últimos tempos, têm sido registados vários roubos de grande dimensão envolvendo cartas de Pokémon.
Entre os exemplos recentes, destaca-se o furto de cartas avaliadas em cerca de 300 mil libras numa residência em Surrey, bem como o roubo de aproximadamente 100 mil libras em stock a um negócio em Cambridgeshire. Em Gloucester, outro estabelecimento de jogos e colecionáveis já tinha sido alvo de um assalto semelhante no verão passado.
Segundo Ben Powell, o aumento do valor destas cartas tem tornado o setor particularmente vulnerável. “Em 2026, as pessoas sabem quanto estas cartas valem. Uma loja como esta passa a ser equivalente a uma joalharia. Tornamo-nos alvos evidentes”, alertou.
Este fenómeno está ligado à crescente popularidade do mercado de colecionáveis, impulsionado por investidores e entusiastas que procuram cartas raras como ativos de elevado valor.
Polícia investiga e reforça apelo à justiça
Em comunicado, a Gloucestershire Police confirmou que está a investigar o assalto, ocorrido entre a meia-noite e as 8h do dia 21 de fevereiro. As autoridades indicaram que equipas forenses estiveram no local e que o proprietário foi informado sobre os próximos passos da investigação.
Apesar disso, o dono da loja demonstrou frustração com a falta de desenvolvimentos no caso. “Ainda não tivemos qualquer retorno. Quero justiça e quero que sejam apanhados”, afirmou.
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O comerciante defende ainda uma resposta mais firme por parte das autoridades para dissuadir este tipo de crimes. “Neste momento, parece que fazem isto porque sabem que podem sair impunes. É preciso que alguém os impeça”, concluiu.
A investigação permanece em curso, enquanto cresce a preocupação entre comerciantes locais que lidam com artigos de elevado valor e fácil revenda no mercado paralelo.

