Andrew Mountbatten-Windsor deixa propriedade real em Berkshire

Andrew Mountbatten-Windsor está a terminar o arrendamento do East Lodge, em Berkshire, uma das suas propriedades reais mais emblemáticas. O antigo príncipe pagava apenas £13.000 por ano, um valor simbólico face ao mercado local, onde imóveis semelhantes chegam a ser alugados por até £7.500 mensais.

Andrew Mountbatten-Windsor
Andrew Mountbatten-Windsor deixa propriedade real em Berkshire © Google

O East Lodge, classificado como Grade II e com telhado de colmo, terá sido destinado inicialmente a funcionários do palácio, sendo Andrew residente apenas por curtos períodos entre 1998 e 2004. Posteriormente, mudou-se para o Royal Lodge, residência que ocupou até ser informado, no ano passado, de que deveria deixar a propriedade após surgirem alegações ligadas aos arquivos de Jeffrey Epstein. A decisão de encerrar o arrendamento do East Lodge parece ter partido do próprio ex-príncipe, na sequência de um pedido de acesso à informação feito pela BBC, que revelou detalhes da renda simbólica e da utilização das propriedades.

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Investigação policial e escrutínio das propriedades reais

A Crown Estate confirmou oficialmente a situação: “Recebemos um pedido para considerar a cessação antecipada do arrendamento”, cujo contrato originalmente terminaria em julho de 2027. A decisão ocorre num contexto de investigação policial, após buscas realizadas nas residências de Andrew, incluindo Wood Farm, em Sandringham, e o Royal Lodge, em Windsor, no âmbito de alegações de má conduta em funções públicas. O ex-príncipe foi detido em Norfolk, sendo alvo de inquérito formal.

Além disso, documentos revelam que Andrew não pagava renda do Royal Lodge há 22 anos, limitando-se a uma simbólica “peppercorn rent” — um pagamento anual mínimo, exigido apenas formalmente. A situação gerou críticas públicas e levou parlamentares britânicos a exigir maior transparência na gestão de propriedades reais, defendendo que a fiscalização destas casas deve garantir “valor para o contribuinte” e impedir benefícios indevidos a membros da família real.

Debate sobre sucessão e responsabilidade pública

O caso de Andrew Mountbatten-Windsor voltou a levantar a discussão sobre a sua posição na linha de sucessão ao trono britânico. Vários deputados propuseram mudanças legais que poderiam retirá-lo da sucessão, argumentando que comportamentos e controvérsias recentes tornam incompatível a manutenção do título de príncipe com responsabilidades públicas e morais.

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A situação também lança luz sobre a necessidade de revisão do uso e arrendamento de propriedades da Coroa, reforçando o debate sobre transparência, supervisão estatal e responsabilidade de membros da família real perante o contribuinte. A decisão de Andrew de terminar o arrendamento do East Lodge, embora aparentemente voluntária, ocorre num contexto de pressão crescente e escrutínio público, evidenciando o impacto das alegações e da investigação em curso sobre a vida e os bens do ex-príncipe.

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