A Polícia de Thames Valley Police prossegue esta sexta-feira as diligências na antiga residência de Andrew Mountbatten-Windsor, localizada em Berkshire, depois de o antigo príncipe ter sido libertado sob investigação.

Andrew foi detido na manhã de quinta-feira por suspeitas de má conduta em cargo público e permaneceu sob custódia durante mais de 11 horas. Ao final do dia, acabou por ser libertado, ficando sujeito ao regime de “libertação sob investigação”, o que significa que o processo permanece em aberto enquanto decorrem novas averiguações.
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Imagens captadas à saída da Aylsham Police Station, em Norfolk, mostram Andrew a abandonar as instalações pouco antes das 19h30 de quinta-feira. Nas fotografias, surge reclinado no banco traseiro do veículo, aparentemente tentando evitar as câmaras.
A investigação policial inclui diligências de âmbito internacional e poderá estender-se por um período significativo.
Libertação sob investigação pode prolongar o processo
Segundo Andy Trotter, antigo chefe da Polícia de Transportes Britânica, a decisão de libertar Andrew sob investigação torna o caso potencialmente “em aberto”.
De acordo com as orientações do College of Policing, os processos nesta fase devem ser revistos a cada 30 dias. No entanto, este mecanismo não impõe um prazo limite rígido para a conclusão das investigações. “Trata-se potencialmente de um processo em aberto. Esta será uma investigação muito longa, com diligências internacionais”, afirmou o antigo responsável, em declarações à Sky News.
Ao optar por este enquadramento legal, as autoridades não ficam sujeitas a limites temporais estritos, podendo aprofundar as linhas de investigação consideradas pertinentes.
Alegações ligadas a Jeffrey Epstein reacendem debate
Entretanto, uma advogada que representa 11 sobreviventes dos abusos cometidos por Jeffrey Epstein saudou a detenção de Andrew, afirmando que o Reino Unido demonstra, assim, que “ninguém está acima da lei”.
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Lisa Bloom defendeu, contudo, que as autoridades deveriam também investigar alegações de agressão sexual envolvendo Virginia Giuffre e eventualmente outras mulheres.
Andrew Mountbatten-Windsor tem negado de forma reiterada qualquer irregularidade relacionada com as suas ligações a Epstein ou com as alegações tornadas públicas.
As autoridades mantêm as buscas em curso e não divulgaram, até ao momento, novos detalhes sobre os próximos passos da investigação.

