Alysa Liu, estrela americana da patinagem artística, acrescentou o ouro olímpico ao título mundial que detém, ao superar uma concorrência de topo na final feminina dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 em Milão-Cortina.

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Performance histórica no programa livre
Após erros no programa curto, que a colocaram em terceiro lugar provisório, Liu recuperou com uma performance memorável no programa livre. Vestida com um brilhante vestido dourado e a patinar ao som de Donna Summer, a norte-americana obteve 150,20 pontos nesta fase, somando um total de 226,79 pontos e ultrapassando por pouco a japonesa Kaori Sakamoto.
Sakamoto, em despedida dos palcos competitivos, arrecadou a medalha de prata, enquanto a jovem compatriota Ami Nakai, de 17 anos, ficou com o bronze. A japonesa Mone Chiba terminou em quarto lugar, seguida de Amber Glenn, que subiu do 13.º para o 5.º lugar após um programa livre impressionante. A campeã russa Adeliia Petrosian ficou em sexto, depois de uma queda.

Com 20 anos, Liu tornou-se a primeira campeã olímpica americana em patinagem artística feminina desde Sarah Hughes, em 2002, e a primeira medalhada dos EUA desde Sasha Cohen, em 2006. A sua vitória representou também o único ouro da equipa norte-americana nos eventos individuais, após a falha de Ilia Malinin na competição masculina.
Emoções contrastantes e despedidas emocionantes
A performance de Liu não deixou espaço para erros, proporcionando uma rotina de grande dificuldade técnica que conquistou o público. “A minha família está lá fora, os meus amigos estão lá fora. Tive de dar um espetáculo para eles”, afirmou a campeã, acrescentando que se contagiava com os sorrisos do público.
Para Sakamoto, a despedida do patinagem competitivo ficou marcada pela emoção. A japonesa, que se retirará com 25 anos após conquistar três títulos mundiais e o bronze em Pequim 2022, interpretou “Non, je ne regrette rien”, de Edith Piaf, numa exibição perfeita nos elementos técnicos, mas cinco pontos abaixo da rotina de Liu. “Não consegui dar tudo. A frustração de não conseguir o ouro está a bater-me agora”, confessou após a competição.
Ami Nakai, a mais jovem da competição, destacou-se com um triplo axel no início do programa livre, mas uma falha no triplo lutz impediu-a de manter a liderança, garantindo ainda assim um excelente bronze no seu primeiro ciclo olímpico.
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Amber Glenn, por sua vez, protagonizou uma das maiores recuperações da história olímpica, subindo de 13.º para 5.º lugar, apesar de erros no programa curto. Já Adeliia Petrosian, treinada por Eteri Tutberidze, não conseguiu traduzir a complexidade da sua rotina em pontuação, caindo num elemento inicial e ficando fora do pódio.
A vitória de Alysa Liu assinala não só um regresso triunfante ao patinagem artístico após ter abandonado a modalidade aos 16 anos, como também consolida o seu lugar na história olímpica americana.


Parabéns, ela é realmente muito talentosa, gostei muito de ver suas apresentações