Uma aluna de 29 anos foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Luiz Tatuapé, na zona leste de São Paulo, após participar da mesma aula de natação em que a professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, passou mal e faleceu no sábado (7). A Polícia Civil investiga se a morte e os sintomas apresentados pelos demais participantes foram provocados pela exposição a gases ou produtos químicos na piscina.

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A vítima, uma analista contabilista, registou boletim de ocorrência online na noite de ontem. Segundo o documento, após a aula começou a sentir mal-estar, seguido de dores de cabeça, vómitos e diarreia. Os sintomas agravaram-se no dia seguinte, levando-a a procurar o hospital, onde permanece sob observação.
Outros casos e condições da academia
De acordo com informações das autoridades, seis pessoas passaram mal após a aula. Entre elas está um adolescente de 14 anos, internado em estado grave e a necessitar de ventilação assistida. O marido da professora falecida, Vinicius de Oliveira, também encontra-se em estado grave na UTI. Outras duas pessoas foram atendidas e receberam alta posteriormente.
Testemunhas relataram descaso por parte dos funcionários da academia. “O que me deixa revoltada é o descaso da academia. Ninguém sabia o que estava a fazer, nem se deram ao trabalho de prestar socorro a ninguém”, afirmou uma das pessoas presentes.
Imagens de câmeras de segurança mostram um funcionário a misturar produtos químicos num balde, gerando uma fumaça branca. A investigação revelou ainda que a academia não possuía alvará de funcionamento, a instalação eléctrica da piscina estava ligada à cozinha e os produtos químicos eram armazenados em local inadequado.
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Em nota, a direção da Academia C4 Gym lamentou o ocorrido e afirmou que prestou imediato atendimento a todos os envolvidos, mantendo contacto com as vítimas e colaborando com as autoridades competentes.

