
A Polícia Civil de Santa Catarina confirmou, nesta quinta-feira (29), que os dois adolescentes suspeitos de envolvimento na morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, retornaram ao Brasil. Segundo as autoridades, a saída dos jovens do país aconteceu devido a uma viagem previamente programada para os Estados Unidos, mais precisamente à Disney.
De acordo com o delegado responsável pela investigação, Ulisses Gabriel, a operação realizada em conjunto com a Polícia Federal resultou no cumprimento de dois mandados de busca e apreensão, que visavam a recolha de aparelhos telefônicos dos suspeitos. Durante o monitoramento das autoridades, foi identificado que os jovens anteciparam seu voo de retorno ao Brasil.
A @pcscoficial através da DEACLE e DPA acabam de cumprir 2 mandados de busca e apreensão de aparelhos telefônicos pertencentes a 2 adolescentes investigados, que estavam fora do país. Pelo monitoramento deles em conjunto com a PF, identificou-se a antecipação voo para o Brasil.
— Ulisses Gabriel (@DelegadoUlisses) January 29, 2026
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Investigação Avança e Resulta em Novos Mandados
O caso envolvendo a morte de Orelha, um cão comunitário de aproximadamente 10 anos que era cuidado por moradores da Praia Brava, segue em investigação. O animal foi encontrado gravemente ferido após sofrer agressões, e, devido à gravidade dos seus ferimentos, teve que ser submetido à eutanásia. A análise de imagens de câmeras de segurança e depoimentos coletados durante a investigação levou à identificação dos quatro adolescentes suspeitos de maus-tratos.
Além dos mandados de busca e apreensão já cumpridos contra dois adolescentes na última segunda-feira (26), as investigações também envolveram a apreensão de um adulto, suspeito de coação no curso do processo. Este homem teria ameaçado uma testemunha com uma arma de fogo, embora a polícia não tenha encontrado a arma durante a operação. No entanto, foi apreendida uma pequena quantidade de droga para consumo pessoal.
A morte de Orelha gerou grande comoção na comunidade local, e o caso trouxe à tona outro episódio de maus-tratos envolvendo o mesmo grupo de adolescentes. De acordo com a Polícia Civil, um outro cão, identificado como Caramelo, teria sido jogado ao mar, configurando uma segunda ocorrência de violência contra animais.
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As investigações continuam para apurar todos os detalhes e garantir que os responsáveis respondam pelos atos cometidos.


Esses jovens precisam pagar pelo que fizeram, que foi uma grande crueldade.