Um jovem de 13 anos foi detido sob suspeita de tentativa de homicídio na sequência de um duplo esfaqueamento ocorrido na terça-feira na Kingsbury High School, em Brent, noroeste de Londres. As duas vítimas, rapazes de 12 e 13 anos, continuam em estado grave no hospital, enquanto o suspeito está a ser interrogado pela polícia.

PUBLICIDADE
Carro apreendido por falta de seguro? Cotação de seguro para veículos apreendidos pela polícia no Reino Unido por falta de seguro ou de documentação.
A polícia metropolitana confirmou a detenção do adolescente pouco depois das 18h, tendo sido apreendida uma arma utilizada no ataque. A investigação está a ser conduzida por oficiais de contraterrorismo, embora ainda não tenha sido classificada como um incidente terrorista.
Segundo a London Ambulance Service, uma das vítimas foi transportada como prioridade para um centro de trauma maior.
Investigação e reacções das autoridades
O chefe da investigação, Detective Chief Superintendent Luke Williams, afirmou que os inspetores estão “de mente aberta quanto à motivação do ataque”. A polícia iniciou uma busca pelo suspeito assim que se verificou que este tinha abandonado o local. Testemunhas relataram que o agressor entrou na escola escalando um muro.
A directora da escola, Alex Thomas, descreveu o incidente como “um evento profundamente traumático para toda a comunidade escolar” e anunciou que a escola permanecerá encerrada na quarta-feira. Alguns alunos tiveram de permanecer no estabelecimento por mais de três horas após o horário habitual para prestar declarações à polícia, sendo alguns vistos a sair em lágrimas.
PUBLICIDADE
Conduz no Reino Unido? Compare preços de seguros de mais de 100 seguradoras em menos de 3 minutos no portal de comparação de seguros Icompare4u.
O ataque suscitou reacções de choque de várias autoridades. A secretária de Estado da Educação, Bridget Phillipson, afirmou que “o coração está com as famílias afetadas” e garantiu apoio governamental à escola. A ministra do Interior, Shabana Mahmood, apelou à colaboração da população, pedindo “espaço à polícia para prosseguir a investigação”. O presidente da Câmara de Londres, Sadiq Khan, também exortou qualquer pessoa com informações a contactar as autoridades, sublinhando que “não há honra em permanecer em silêncio”.

