Um homem de 30 anos, detido em outubro do ano passado pela Polícia Judiciária (PJ), foi formalmente acusado de múltiplos crimes relacionados com discriminação e incitamento à violência. Entre as acusações estão incitamento público à prática de homicídio, apologia pública de crime, gravações ilícitas e detenção de arma proibida.

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Segundo a investigação, o arguido difundiu nas redes sociais publicações que incitavam à violência contra cidadãos brasileiros. Numa das mensagens identificadas, o homem oferecia um apartamento no centro de Lisboa como recompensa a quem cometesse um massacre e exterminasse brasileiros. Acrescentava ainda um bónus de 100 mil euros para quem atentasse contra a vida de uma jornalista brasileira que reside em Portugal.
De acordo com a PJ, a publicação “tornou-se viral, com enorme repercussão e alarme social, afetando gravemente o sentimento de tranquilidade, de segurança e de paz pública, gerando a indignação e o repúdio em vários quadrantes”.
Investigação da PJ identifica suspeito com antecedentes criminais
A detenção do suspeito foi possível graças a uma investigação da Unidade Nacional de Contraterrorismo da PJ. O homem, luso-brasileiro, já tinha antecedentes por crimes de discriminação e incitamento ao ódio e à violência. A investigação revelou ainda que o arguido possuía elevados conhecimentos de segurança digital, tendo sido apreendido um vasto acervo de provas digitais relacionadas com o seu radicalismo ideológico.
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Em comunicado divulgado esta sexta-feira, a PJ sublinhou que o arguido foi formalmente acusado e reforçou o compromisso da instituição na “deteção, prevenção e combate aos designados crimes de ódio”.

